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Eduern lança novas coleções acadêmicas e apresenta novo Conselho Editorial

A Editora Universitária da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Eduern) realizou, nesta segunda-feira, 25, a solenidade de apresentação do novo Conselho Editorial e o lançamento oficial de obras selecionadas para o catálogo da editora. O evento ocorreu na Sala de Reuniões da Reitoria da Uern, em Mossoró, reunindo gestores, autores, pesquisadores, docentes, técnicos-administrativos e convidados.

A cerimônia foi presidida pela reitora da Uern, professora doutora Cicília Maia, e contou com a participação do vice-reitor, professor doutor Chico Dantas, do diretor da Eduern, professor doutor Fabiano Mendes, além da chefe do Setor Executivo da editora, professora doutora Jacimária Medeiros.

Durante a solenidade, foi apresentado o novo Conselho Editorial da Eduern, instituído por meio de portaria do Gabinete da Reitoria. O colegiado terá mandato de dois anos, com possibilidade de recondução, e atuará na avaliação e no fortalecimento das políticas editoriais da Universidade.

Na ocasião, também foram lançadas oficialmente as coleções “Nísia Floresta – Mulher Cientista”, em alusão ao cinquentenário do Dia Internacional da Mulher, e “Pensando o Semiárido Brasileiro sob múltiplas perspectivas”, além de outras obras selecionadas nos editais 02 e 03/2024 da editora.

Em seu pronunciamento, a professora Cicília Maia, destacou a importância do fortalecimento das editoras universitárias em um cenário marcado pela velocidade da informação, pela ampliação dos debates públicos e pela necessidade de valorização da produção científica das universidades públicas. Segundo ela, investir na circulação do conhecimento acadêmico é também defender o papel social da universidade e sua contribuição para a sociedade.

“Hoje nós vivemos um tempo de informação acelerada e superficialidade nos debates. Nesse cenário, eu entendo que defender as editoras universitárias fortes é defender a universidade pública e o que ela produz no seu dia a dia”, afirmou.

A reitora ressaltou ainda que o livro acadêmico representa a democratização do conhecimento e traduz o potencial intelectual construído dentro da universidade ao longo de anos de pesquisa e dedicação.

De acordo com Cicília, “cada obra lançada aqui hoje representa anos de pesquisa e compromisso intelectual. O livro acadêmico é a democratização do nosso saber. Ele reflete as nossas potencialidades”.

Ao comentar sobre a coleção “Nísia Floresta – Mulher Cientista”, a professora chamou atenção para os desafios ainda enfrentados pelas mulheres no meio acadêmico e científico, defendendo a necessidade de ampliar o reconhecimento e a visibilidade das pesquisadoras. “Nós enfrentamos ainda desigualdade na produção acadêmica. É uma violência que nós ainda sofremos e é intelectual. A nossa fala parece ainda não ecoar. É muito importante esse reconhecimento, porque existem universidades ainda que não tiveram reitoras”.

Durante a fala, a reitora também relembrou a trajetória da ex-reitora Maria Gomes, destacando sua importância histórica para a educação superior pública e mencionando a criação, no âmbito da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), da Medalha Maria Gomes, homenagem voltada ao reconhecimento da atuação feminina na gestão universitária.

A professora Andreza Tacyana, representando o novo Conselho Editorial, afirmou que o grupo buscará atuar com ética e compromisso institucional.

“Que tenhamos um período muito profícuo e de qualidade. Esses trabalhos vão contribuir com nossa formação e expertise, cada um na sua área”, comentou.

Representando os autores e autoras das obras lançadas, a professora Fernanda Abreu destacou a relevância do trabalho editorial desenvolvido pela Universidade: “A editoração é um trabalho gigantesco. Escrever e ler nos salvam. Eu tenho absoluta certeza de que salvaram e salvam as pessoas que estão aqui”.

Encerrando a solenidade, o diretor da Eduern, professor Francisco Fabiano de Freitas Mendes, agradeceu à equipe da editora e ressaltou o processo de fortalecimento institucional vivido pela Eduern nos últimos anos.

“A Eduern não é uma sombra pálida entre as editoras, ela só é pequena. Então, é importante a gente sempre se atrever. Por sermos tão pequenos, nós não temos direito de errar”, concluiu. E completou: “O lançamento destas coleções e a apresentação do novo Conselho Editorial representam um marco no fortalecimento institucional da Eduern. Organizar a nossa produção científica em eixos como o Semiárido e o protagonismo feminino a partir de editais publicizados e com recursos garantidos atende diretamente às demandas sociais e acadêmicas do nosso tempo. Com a incorporação deste novo corpo de conselheiros, a Universidade reafirma o seu compromisso com o rigor científico, a transparência e a função social do livro como instrumento de transformação”.

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