A quinta edição do Simpósio Nacional de História do Crime teve início na noite desta segunda-feira (4), na Uern Mossoró. Ao longo das últimas edições, o evento tem percorrido o território nacional, tendo como sedes anteriores Maceió, Uberlândia, São Leopoldo e Recife e consolidando-se como fórum itinerante para o debate sobre justiça, controle social e criminalidade.
A abertura do simpósio foi marcada pela palestra “Circulação de dinheiro brasileiro falso em Portugal”, proferida pelo professor Gonçalo Rocha Gonçalves, do Departamento de História do Instituto Universitário de Lisboa. O encontro aconteceu no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (Fafic).
Com uma trajetória global que inclui passagens como pesquisador visitante na Universidade de Yale e professor na Universidade de Telavive, o palestrante é referência internacional na área de história do crime.
Durante a cerimônia de abertura, a pró-reitora de Ensino de Graduação, professora Fernanda Abreu, que na ocasião representou a reitora Cicília Maia, destacou a importância de a quinta edição do simpósio – um evento nacional – ser realizado na Uern.
Já o diretor da Fafic, professor Marcílio Falcão, ressaltou o empenho da faculdade e da Uern como um todo para que a universidade promova ou sedie eventos dessa magnitude, o que contribui significativamente para impulsionar a pesquisa e o ensino na região.

Coordenador-geral do evento, o professor Francisco Linhares agradeceu às pessoas e setores envolvidos na organização do simpósio e apontou a alegria por ver o evento retornar ao Nordeste, onde teve sua primeira edição.
Durante a palestra, o professor Gonçalo Gonçalves abordou pontos como a falsificação de dinheiro nos últimos séculos, o perfil dos criminosos e as representações literárias desse tipo de crime. O docente estabeleceu também conexões entre esses fatores e contextos atuais, como crimes relacionados à migração.
Nesta terça e quarta-feira, o evento tem continuidade no campus de Mossoró, com oficinas, mesas-redondas e simpósios temáticos. O encerramento ocorre na noite de quarta-feira, com a conferência “Trajetória, redes, micro-história e a importância do método para a história do crime”, proferida pela professora Maíra Ines Vendrame, da Universidade Federal de Juiz de Fora.
A programação completa e mais informações sobre o evento podem ser acessadas na página do simpósio.
