A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) conquistou o Selo A3P 2025, certificação concedida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima a instituições públicas que incorporam práticas de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental em suas rotinas administrativas.
O reconhecimento integra a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), programa federal que estimula órgãos públicos de todo o país a adotarem ações voltadas ao uso racional dos recursos naturais, à gestão adequada de resíduos, à melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho e à promoção de uma cultura institucional sustentável.
Para a reitora da Uern, Cicilia Maia, a certificação representa o reconhecimento de um trabalho permanente desenvolvido pela Universidade.
“Mais do que um certificado, o Selo A3P reflete a nossa responsabilidade socioambiental na prática, transformando a gestão pública e promovendo a sustentabilidade dentro e fora dos nossos campi”, comentou a reitora Cicília Maia.
A presidente da Comissão Gestora do Programa Agenda Ambiente da Administração Pública (A3P) no âmbito da Uern, Gabriela Cemirames, destaca que a conquista representa a validação de uma trajetória construída ao longo dos anos e reafirma o compromisso institucional com a sustentabilidade.
“A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) tem contribuído de maneira expressiva para a promoção de boas práticas de sustentabilidade nas instituições. Enquanto Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, temos a grande satisfação em participar dessa iniciativa, alinhando nossas ações aos princípios da responsabilidade socioambiental e contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável”, afirmou.
Segundo Gabriela, o selo demonstra que a sustentabilidade deixou de ser apenas um tema acadêmico para se consolidar como uma prática de gestão institucional.
“Para a Uern, conquistar o Selo A3P 2025 representa a validação institucional de que a sustentabilidade não se trata apenas de um discurso acadêmico, mas sim uma prática de gestão que busca, cada vez mais, consolidar-se no nosso dia a dia. Esse reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima reposiciona a nossa Uern como referência em governança sustentável no Rio Grande do Norte”, ressaltou.
Entre as iniciativas que contribuíram para a obtenção da certificação, Gabriela destaca a adoção gradual de critérios sustentáveis nas contratações públicas, o fortalecimento da gestão de resíduos sólidos e as ações voltadas ao uso eficiente de recursos como água e energia em todos os campi da Universidade.
“Entre as ações determinantes, destacam-se a implementação progressiva de critérios de sustentabilidade nas contratações públicas, os esforços contínuos na gestão de resíduos sólidos e na eficiência do uso de recursos como água e energia nos campi, além do fortalecimento de políticas internas que alinham o funcionamento da instituição às metas globais de enfrentamento às mudanças climáticas”, explicou.
Trajetória construída desde 2014
A Uern aderiu à Agenda Ambiental na Administração Pública em 2014. Desde então, a Universidade vem ampliando suas ações de conscientização e fortalecendo uma cultura institucional voltada à sustentabilidade.
De acordo com Gabriela, ao longo dessa trajetória a instituição avançou na estruturação de comissões específicas para a temática ambiental, na criação de laboratórios voltados para tecnologias sociais e na consolidação de iniciativas como o viveiro de mudas e as práticas de compostagem.
“Desde 2014, a Uern percorreu um caminho de amadurecimento. Cada vez mais, temos ações de conscientização que deixam de ser isoladas para fortalecer a consolidação de uma cultura institucionalizada de respeito ao meio ambiente”, destacou.
Ela também enfatiza o papel da comunidade acadêmica nesse processo.
“A comunidade acadêmica, formada por professores, técnicos e estudantes, foi o que fez tudo isso acontecer, com engajamento por meio de projetos de extensão, que levam a educação ambiental para além dos muros da universidade, de pesquisas científicas focadas na conservação dos nossos recursos naturais e no compromisso coletivo com práticas mais sustentáveis”, afirmou.
Próximos desafios
Embora celebre a conquista, a Comissão de Gestão Ambiental já trabalha para ampliar as ações desenvolvidas pela Universidade nos próximos anos.
Segundo Gabriela, o principal desafio passa a ser manter e aprofundar os avanços alcançados.
“Acredito que quando recebemos um selo dessa magnitude, o maior desafio passa a ser a manutenção e o aprofundamento das nossas metas. Para os próximos anos, sempre estaremos buscando garantir que todos os campi avancem no mesmo ritmo de ações, como eficiência energética e gestão eficiente dos resíduos”, explicou.
Entre as prioridades estão o aperfeiçoamento do monitoramento dos indicadores de consumo de água, energia e papel, permitindo decisões cada vez mais precisas e eficientes na gestão dos recursos institucionais.
Outro objetivo é fortalecer as ações relacionadas à qualidade de vida no ambiente de trabalho, um dos eixos da A3P.
“Além de ampliar os eixos da A3P voltados para um dos nossos maiores valores, a saúde dos servidores, integrando o ambiente físico com o bem-estar mental”, concluiu.
Criada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a Agenda Ambiental na Administração Pública busca incentivar órgãos públicos brasileiros a incorporarem princípios de sustentabilidade à gestão institucional. A iniciativa está fundamentada na política dos 5 Rs — repensar, reduzir, reaproveitar, reciclar e recusar — e contempla seis eixos temáticos: uso racional dos recursos naturais e bens públicos; gestão adequada dos resíduos; qualidade de vida no ambiente de trabalho; sensibilização e capacitação dos servidores; compras públicas sustentáveis; e construções sustentáveis.
