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Projetos da Uern proporcionam aprendizado e novas descobertas na infância

Programa Nadar Mais e Projeto Camerata de flautas são algumas das iniciativas voltadas às crianças

Correr, pular, dançar e se divertir. A infância é uma fase de descobertas e aprendizados, na qual atividades esportivas e culturais desempenham um papel importante no desenvolvimento físico, cognitivo, social e emocional das crianças, estimulando habilidades, despertando talentos e proporcionando novas experiências.

Luna Silva descobriu seu talento para música tocando flauta. (Foto: Cedida)

Aos 10 anos de idade, Luna Silva já descobriu uma paixão: a música. Foi por meio do Projeto de Extensão Camerata de Flautas, desenvolvido pela Escola de Música D’alva Stella Nogueira Freire, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), que a menina começou a explorar o universo musical.

O projeto reúne participantes de diferentes faixas etárias, promovendo uma convivência que vai além da musicalização. Para Luna, essa diversidade tem contribuído para a socialização e a construção de novos vínculos. “O bom é que o grupo tem alunos de várias idades, e Luna não se sente tímida. Ela tem sido muito bem acolhida pelos colegas e professores”, declara Thyna Maria, mãe da aluna.

Além da socialização, Thyna destaca outro benefício: a possibilidade de a filha dedicar mais tempo a atividades longe das telas. “Além da oportunidade de aprender um instrumento, ela sai das telas, ensaia e se apresenta com o grupo. Ela é apaixonada em tocar flauta”, enfatiza.

E pelo que se percebe, ela não tem só paixão, tem talento também. “A participação de Luna é um processo bem interessante porque, do ponto de vista musical, mesmo com apenas 10 anos de idade, ela já executa um repertório até com chorinho, que já é mais difícil. E para além disso, ela está ali interagindo com outras pessoas, fortalecendo sua formação artístico-social”, declarou Hallyson Dantas, coordenador do projeto.

A Camerata de Flautas é voltada a estudantes da graduação, alunos da Escola de Música e integrantes da comunidade externa. Suas atividades também chegam a escolas públicas, inclusive da zona rural, por meio de oficinas práticas de flauta doce, leitura de partituras e execução coletiva.

A reitora Cicília Maia destaca que a Uern tem levado ações de educação, cultura, saúde, inclusão e esporte para pessoas de todas as idades. “As crianças são o futuro. E é uma alegria poder acolhê-las desde cedo em nossas ações de extensão e esperamos reencontrá-los, daqui a alguns anos, como estudantes da nossa Universidade”, declara.

Esporte e diversão

Se a música tem proporcionado novas experiências a Luna, é dentro da piscina que outras crianças encontram oportunidades de aprendizado, diversão e superação. Também desenvolvido pela Uern, o Programa de Extensão Nadar Mais, da Faculdade de Educação Física (Faef), há mais de 15 anos incentiva a prática da natação e contribui para a qualidade de vida de seus participantes.

A iniciativa oferece atividades para diferentes faixas etárias, desde a escolinha infantil, com atenção especial a estudantes da rede pública e em situação de vulnerabilidade social, até turmas de iniciação, aperfeiçoamento e condicionamento físico.

João de Deus tomou gosto pela natação e já pensa em competições. (Foto: Ênio Freire)

Entre os participantes estão os irmãos Dandara Maria, de 7 anos, e João de Deus, de 9. A mãe, Vanessa Costa, conta que não pensou duas vezes antes de matriculá-los. “Nós sempre incentivamos o esporte lá em casa. Dandara não sabia nadar, aprendeu aqui, e o João começou a nadar e hoje é uma criança mais ativa, mais alegre e até interessado em competições”, afirma.

Para os irmãos, as aulas vão muito além de aprender a nadar. Dentro ou fora d’água, a alegria é evidente. Entre mergulhos, brincadeiras e novos desafios, a piscina se transforma também em um espaço de convivência, onde surgem amizades e são construídas experiências que marcam a infância.

”A nossa satisfação é ver as pessoas viverem a prática da natação e terem suas vidas transformadas, seja por aprender a nadar, por melhorar sua condição física ou até mesmo por revelar talentos no esporte”, declara o professor Adalberto Veronese, coordenador do Programa.

Para Vanessa, os benefícios vivenciados pelos filhos são motivos suficientes para incentivar outras famílias a conhecerem a iniciativa. “Procurem a Uern e matriculem seus filhos. O projeto é gratuito e as crianças se desenvolvem bastante aqui”, recomenda.

Os interessados podem entrar em contato com os programas da Uern através dos perfis no Instagram @cameratadeflautasuern e @nadarmais.uern.