Foi realizada na tarde desta sexta-feira, 09, a Aula Magna da Liga Acadêmica de Enfermagem Neonatal da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern).
A Liga Acadêmica é um grupo de trabalho onde o protagonista é o estudante.
“Uma liga acadêmica é um trabalho totalmente protagonizado pelo nosso estudante. É um conjunto de pessoas que se reúnem para estudar determinados temas importantes para a ciência, para a formação e, no caso da nossa enfermagem, para a formação em enfermagem”, explica a professora Dra. Magda Fabiana, que proferiu a aula magna. “A importância é agregar pessoas que militam, que estudam determinados temas. No nosso caso, o nascer e o recém-nascido. E ela é importante também porque, além de agregar conhecimentos, atualiza os conhecimentos, reúne a comunidade acadêmica e coloca esse protagonismo mesmo na mão dos discentes, fazendo com que eles encabecem movimentos, encabecem estruturas acadêmicas e estruturas também, no caso da nossa, de saúde, em prol de temas importantes e dando voz a públicos importantes”, acrescentou.
A professora explica que o tema da Liga Acadêmica busca dar voz a um paciente que ainda não fala. “A gente está aqui dando voz a um público que não tem voz: o recém-nascido, o neonato. Ele não consegue expressar aquilo de que precisa para a sua assistência. E também o nascimento no Brasil tem sido ainda, infelizmente, um momento doloroso para algumas mulheres, de peregrinação nos serviços de saúde, de práticas com distorções na obstetrícia, no nascer. E aí a gente traz uma perspectiva de falar sobre humanização do cuidado do recém-nascido e do nascimento. Com isso, damos voz a uma pauta importante e preparamos os futuros profissionais de enfermagem para atuar no cuidado integrado e humanizado a esses dois públicos”, explica.
A presidente da Liga Acadêmica, a estudante Vanderléia Cavalcante, do oitavo período, explicou que a implantação do grupo é a realização de um sonho. “Essa liga acadêmica nasce justamente do sonho do protagonismo do estudante de ser voz ativa daquele que não tem voz. O neonato hoje — e sempre — teve os seus direitos dependentes de alguém que faça por ele aquilo para o que não pode ser ouvido. Então nasce justamente do protagonismo do estudante de levantar a voz daquele que não pode falar”, declarou.
Ela também reforçou a importância de prestar um bom atendimento às mães. “E também a gente parte do princípio de que a mãe tem que ser atendida da melhor forma possível, para que se garantam os seus direitos e o nascer de uma criança da melhor forma possível. Então essa liga nasce justamente desse sonho nosso de fazer um cuidado integral a essa mãe, a esse recém-nascido, a essa família, para que todas as pessoas tenham o direito de nascer de forma… para que todos os direitos sejam garantidos”, concluiu.
