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Pesquisa avalia o uso de plantas medicinais por mulheres da zona rural de Caraúbas

O uso das plantas medicinais é uma tradição antiga passada entre as gerações e faz parte da cultura de povos em todo o mundo. As plantas são eficazes, com baixo custo e vários metabólitos secundários produzidos pelas mesmas são fonte de princípios ativos de muitos medicamentos industrializados.

O próprio Sistema Único de Saúde (SUS) reconhece a importância do uso de plantas medicinais e validou uma lista com mais de 70 espécies com eficácia comprovada. A proposta é garantir à população brasileira, o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional.

Com o intuito de analisar o conhecimento e o uso desta prática milenar por comunidades tradicionais, pesquisadora da Faculdade de Enfermagem, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), desenvolveu pesquisa sobre o uso de plantas medicinais por mulheres da zona rural, no município de Caraúbas (RN). O estudo foi coordenado pela profa. Dra. Líbne Lidianne da Rocha e Nóbrega, pesquisadora do GP Forte, com a colaboração da discente de enfermagem, Salisa Duarte Medeiros.

Foram aplicados questionários com mulheres acima de 20 anos, na UBS Joel Ferreira Ramos, selecionada por sorteio, e situada no Assentamento 1° de maio, Zona Rural de Caraúbas. A UBS atende aos sítios: KM 101, Canto do Feijão, Baixa do Feijão, Inharé, Baixa do Correio, Recanto e Assentamento Nova Morada.

A pesquisa apresenta resultados relevantes fortemente relacionados à cultura popular, à tradição familiar e à busca por alternativas naturais e acessíveis de cuidado, segundo informa Líbne Nóbrega.

Dentre as plantas mais citadas pelas mulheres, estão o hortelã (92,7%), o capim santo (84,5%) e a erva-cidreira (41,2%) e as partes mais utilizadas são as folhas das plantas, inteiras ou trituradas.

Com relação aos objetivos do uso do hortelã do capim santo e da erva cidreira, a maioria das mulheres apontou que usa para “aliviar dores de cabeça” e “acalmar”. E o chá foi a forma de consumo mais citada pelas entrevistadas.

Líbne Nóbrega avalia que a pesquisa põe em destaque a necessidade de valorização dos saberes tradicionais. Muitas plantas são utilizadas com finalidades medicinais, constituindo alternativas terapêuticas complementares ao tratamento de doenças, trazendo inúmeros benefícios à saúde, quando utilizadas racionalmente e de maneira adequada.

⇒ Conheça mais sobre as pesquisas na Uern na Plataforma Uern CiênciaClique Aqui. 

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