A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) participou, nesta terça-feira (07), da audiência pública “A responsabilidade do estado e da sociedade na proteção dos animais comunitários”, realizada na Assembleia Legislativa, em Natal. O principal destaque da participação da universidade foi a apresentação de sua política de manejo e convivência com animais comunitários, iniciativa pioneira no estado.
Representando a reitora Cicília Raquel Maia Leite, a vice-diretora do Campus Natal, Bartira Rocha, levou à audiência a experiência institucional da Uern no tratamento da questão, que envolve ações voltadas à convivência ética, ao cuidado coletivo e à gestão responsável desses animais nos espaços universitários.
A audiência foi proposta pela deputada estadual Divaneide Basílio e reuniu representantes do poder público, especialistas, ativistas e membros da sociedade civil para discutir a proteção dos animais comunitários, aqueles que vivem em espaços públicos ou privados sem tutor definido, mas que dependem do cuidado coletivo.
O debate ganhou força após o caso do assassinato da gatinha Lucy, em um condomínio de Mossoró, episódio que reacendeu a discussão sobre a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção animal e à responsabilização diante de casos de violência.
Durante o encontro, a Uern destacou sua atuação institucional como exemplo de política pública aplicada, ao desenvolver diretrizes próprias para o manejo e a convivência com animais comunitários, contribuindo para o enfrentamento do problema de forma estruturada e educativa.
“A Uern publicou, de forma pioneira no Rio Grande do Norte, a resolução que institui a política institucional de manejo ético e convivência saudável com animais nos campi. Reconhecemos que a presença desses animais é uma realidade e precisa ser tratada com responsabilidade, garantindo bem-estar animal, segurança da comunidade e controle populacional”, afirmou Bartira Rocha.
Segundo a professora, a política articula ações concretas e compromisso social. “Prevemos medidas como castração, vacinação, identificação, criação de pontos de alimentação e incentivo à adoção responsável, além do combate aos maus-tratos e ao abandono. Não somos uma ONG nem temos hospital veterinário, mas, como universidade pública, entendemos nossa responsabilidade social e não podemos ignorar essa pauta”, ressaltou.
A docente também destacou o caráter colaborativo da iniciativa. “A Uern se coloca à disposição como parceira na construção de políticas e práticas que possam tornar o estado referência na causa animal”, concluiu.
A audiência pública reforçou a necessidade de integração entre poder público e sociedade na construção de soluções para a causa animal, reconhecendo o tema como questão de saúde pública, convivência urbana e responsabilidade coletiva.
