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Pesquisa de mestranda aprimora diagnóstico de câncer de mama

Caso não seja lançada nenhuma novidade no diagnóstico e tratamento até o ano 2030, 27 milhões de mulheres terão adquirido o câncer de mama e, destas, 17 milhões vão a óbito. Esta preocupante informação foi fornecida, não por um profissional da saúde, mas por uma estudante de Mestrado em Ciência da Computação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Lizianne Priscila Marques Souto, que está desenvolvendo como objeto de sua pesquisa um software que vai auxiliar num diagnóstico mais preciso e na determinação do melhor tratamento para esta doença.

Lizianne Priscila entrou no Mestrado em Ciência da Computação este ano de 2013 e no mês de maio definiu que o seu projeto seria uma contribuição para um diagnóstico mais preciso no combate ao câncer de mama, de modo que auxiliasse os profissionais médicos especialistas em Oncologia a realizar uma leitura mais precisa das imagens obtidas nos exames, fornecendo dados mais precisos para a diferenciação do tipo de tumor e ainda ajudasse na decisão do tratamento mais correto.

Em alguns casos, a análise da imagem já determinaria a tipagem do tumor e já forneceria para o médico os caminhos para o tratamento, dispensando até mesmo a realização da biópsia. Lizianne lembra que na fase inicial os tumores não são detectados com o exame do toque feito pela própria paciente ou pelo exame clínico feito pelos médicos, mas usando esse software o médico já teria informações mais precisas para iniciar o tratamento precocemente.

A mestranda disse que apesar de estar ainda no início das pesquisas e da elaboração e aprimoramento do software, já tem números bastantes consideráveis para considerar a sua pesquisa como vitoriosa, pois em 86 por cento das leituras realizadas foram de acertos, o que anima bastante a pesquisadora e o seu orientador Prof. Dr. Marcelino Pereira dos Santos Silva, que já encaminhou o projeto para participar de alguns eventos.

A previsão para que essa pesquisa chegue ao seu final é para daqui a doze a quinze meses e a sua disponibilização para chegar finalmente às clínicas oncologicas e auxiliar no diagnóstico do câncer de mama ainda não existe uma data prevista, tendo em vista que depende de uma série de providências legais. Lizianne se mostra bastante animada e até ficou satisfeita de estar anunciando o seu trabalho em pleno Outubro Rosa, quando se realiza uma campanha de esclarecimentos sobre essa neoplasia.

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