A forte chuva que caiu no fim da tarde em Patu não desanimou graduandos e familiares que se preparavam para as duas solenidades que marcariam esta segunda-feira. Ao contrário, o auditório do campus da cidade ficou lotado durante as cerimônias de colação de grau de estudantes dos cursos de Pedagogia, Educação do Campo, Letras-Língua Inglesa e Matemática.
Ainda durante o dia, às 17h, teve início a primeira solenidade de colação de grau, que oficializou a formação de profissionais de Pedagogia e Educação do Campo. Durante a cerimônia, a oradora das turmas concluintes, Alessandra Aline Nunes da Silva, do curso de Pedagogia, destacou o sentimento de gratidão pelas experiências vivenciadas ao longo da trajetória acadêmica, mesmo diante dos momentos que foram mais desafiadores.
“Ao lembrar de tudo que enfrentamos, vêm as lágrimas, pelos sentimentos intensos vividos. Então agradecemos pelos amigos que sempre serão lembrados, pelos professores que contribuíram para nosso crescimento profissional e humano e pelos funcionários que sempre trataram com respeito cada um de nós”, comentou.
Em outro momento marcante da solenidade, a paraninfa das turmas concluintes, a professora Soraya Nunes dos Santos Pereira, aproveitou a temática dos conto de fadas para fazer analogias às vivências e responsabilidades dos recém-graduados.
“Que a casa que vocês construirão agora na profissão não seja um castelo ou uma casa que o lobo assopra e derruba, mas uma casa do conhecimento, sólida, de tijolo. E que não tenham medo de preenchê-la com alegrias, reencontros e ressignificações”, ilustrou.
Já às 7 da noite, foi realizada a segunda solenidade desta segunda-feira, com a colação de grau de estudantes dos cursos de Letras-Língua Portuguesa e Matemática.
A oradora que representou os graduandos, Carla Emilayne Ferreira Bezerra, do curso de Letras, destacou o esforço e os diferentes tipos de investimento que cada estudante fez para chegar até o momento da formatura, e as novas perspectivas que se apresentam agora para seus caminhos individuais.
Para representar um pouco do sentimento de expectativa sobre o futuro, a graduanda citou a música “Tempo perdido”, da banda Legião Urbana: “Temos todo o tempo do mundo”, cantou.
Nesse futuro que se abre para cada um, apontou a paraninfa das turmas concluintes, a professora Annie Tarsis Morais Figueiredo, não há caminhos prontos, mas ricas possibilidades.
“Vocês não vão sair prontos daqui agora, mas vão sair ‘possíveis’. Isso que é precioso e maravilhoso. A docência não oferece certeza, demanda presença compromisso e escuta
A professora salientou ainda a importância da formação de novos docentes, cuja atuação não se resume a transmitir conhecimentos específicos na sala de aula. “Formar-se professor no Brasil de hoje é um gesto político. Afirmar com o corpo e a voz que a educação importa. É escolher trabalhar com o que há de mais humano – o outro”, apontou.
Por sua vez, a reitora da Uern, professora Cicília Maia, corroborou a relevância dos novos profissionais, destacando o perfil dos professores formados na instituição.
“Nós não estamos só preocupados formação técnica-científica. Não estamos formando pessoas para reproduzir cenários, mas sim para para interpretar contextos, ter postura crítica e agir sobre eles”, frisou a reitora.
Cicília Maia enfatizou ainda a importância da Uern como instrumento de interiorização da ensino, possibilitando não apenas a formação de novos profissionais, mas transformações significativas em todo o estado.
