Para colocar um negócio no mercado e mantê-lo em visibilidade, não é fácil. É preciso planejamento, técnicas adequadas e uso adequado e efetivo das tecnologias e inovações. Pensando nisso, a Agência Uern Inova realizou, na manhã de hoje, 03, dentro da programação especial do Social Lab, um curso prático e dinâmico sobre Modelos de Negócio voltados à Transferência de Tecnologia.
O evento teve como objetivo compreender como estruturar um modelo de negócio eficaz para levar tecnologias desenvolvidas na universidade ao mercado e, assim, ampliar o impacto das pesquisas na sociedade.
“O pesquisador, muitas vezes, tem o viés acadêmico e conhece a parte intelectual, a parte cognitiva, mas ele não consegue transformar isso em um produto que seja vendável ao mercado e que o mercado possa realmente receber aquilo e colocar em execução. Então, a proposta, realmente, é a gente fazer isso de forma bem prática, levando um pouco de gestão e fazer com que os professores possam transferir essa tecnologia com mais facilidade”, comentou o chefe do Setor de Negócios e Projetos da Agência Uern Inova, professor Rafael Demetrius.
O evento foi aberto a professores, pesquisadores, estudantes, membros de startups, incubadoras, empresas juniores e demais interessados no ecossistema de inovação e propriedade intelectual. O professor Otoniel Fernandes coordena um projeto de iniciação científica voltado para alunos do Ensino Médio e levou alguns estudantes para participar desse momento.
“A gente tem um desafio hoje, na pesquisa científica, que é desenvolver um aplicativo de cidadania digital. Sendo assim, a iniciativa do Social Lab vem para contribuir no sentido da gente pensar como, depois de desenvolver esse aplicativo, a gente poderia difundir esse conhecimento que vai ser produzido aqui na Uern em parceria com as escolas”, comentou Otoniel Fernandes.
A jovem Kamilly Filgueira é uma das integrantes desse projeto de iniciação científica coordenado pelo professor Otoniel. Ela destaca que esse evento do Social Lab vai contribuir até mesmo para o futuro, já que ela pensa na possibilidade de abrir um negócio.
“Além do projeto de Iniciação Científica que já estamos desenvolvendo, se quisermos futuramente iniciar uma empresa, vamos entender como funciona esse processo, o passo a passo a seguir. Futuramente pretendo, juntamente com a minha família, abrir um restaurante ou algo nesse ramo de alimentação. Então esse momento vai agregar muito”, disse Kamylla.
Aprender a estruturar negócios inovadores, sustentáveis e com alto potencial de impacto é um diferencial competitivo tanto para a carreira acadêmica quanto para a atuação no mercado. Por isso, eventos como esse são sempre uma oportunidade para orientações e aquisição de conhecimentos, permitindo que ideias sejam ainda mais transformadoras.