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Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência: desafios e conquistas no ambiente acadêmico

Para dar visibilidade ao papel e às contribuições das mulheres nas áreas de pesquisa científica e tecnológica, no dia 11 de fevereiro é celebrado o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência. Criado em 2015 pela Unesco e pela ONU Mulheres, a data tem como objetivo ampliar a participação de mulheres e meninas no campo científico. Para além de reconhecer a importância fundamental das mulheres na ciência, o intuito é promover a plena igualdade de gênero nessa área.

Neste contexto, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) tem incentivado a valorização da atuação feminina em todos os espaços e, de modo especial, na ciência. A iniciativa reflete o comprometimento da Instituição com o progresso da equidade de gênero, alinhado com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Atualmente, das 37 patentes vigentes na Uern, 29 têm participação de mulheres. Elas também estão envolvidas em 180 projetos de pesquisa de iniciação científica em diversas áreas do conhecimento em desenvolvimento na Universidade.

Todavia, é importante observar que mesmo com todos os avanços conquistados ao longo do tempo, o ambiente científico ainda é desafiador para as mulheres. A professora Pâmela Rochelle, por exemplo, relata que teve que superar várias adversidades para seguir na carreira de pesquisadora.

Ela fez toda a sua trajetória acadêmica na Uern: graduação em jornalismo, mestrado em Ciência Social e doutorado em Letras, e hoje, no pós-doutorado está como professora da pós-graduação, no programa onde realizou o seu mestrado.  Ela reconhece todo o incentivo da Uern para que as mulheres se tornem pesquisadoras, no entanto, ainda há barreiras sociais a serem superadas.

“Avalio que a maioria dos desafios que enfrentei ao longo do percurso, quando estava me tornando pesquisadora, hoje como pesquisadora e professora de graduação e pós-graduação estão mais ligados a intersecção de raça e gênero. Como, por exemplo, entrar na sala de aula e causar estranhamento em alguns alunos, que já chegaram a me dizer “você não tem cara de professora”, “achei que fosse uma aluna”…Ou seja, ter que provar três vezes mais minha capacidade e meus títulos , que conquistei com muito empenho e esforço”, comenta.

A professora Erica Louise refora que a realidade de ser mulher cientista no Rio Grande do Norte é feita de muitos desafios. “Em vários momentos, tenho precisado financiar a pesquisa com recursos próprios para que ela não pare”, afirma, destacando que já houve avanços graças a editais de fomentos e a parcerias com centros de inovação que acreditaram no potencial da pesquisa.

“Apesar de tudo, sigo acreditando. Porque cada resultado, cada parceria, cada pequeno avanço reafirma que vale a pena. Fazer ciência sendo mulher é um ato de resistência, mas também de amor, esperança e coragem”, declara a pesquisadora.

A estudante Isabelly Cristina foi bolsistas de iniciação científica ainda no ensino médio e sempre se interessou pela pesquisa. “Quando fui para universidade pública, me envolvi em grupos, projetos e eventos científicos que afloraram o gosto pela pesquisa nas ciências humanas. Quando me tornei residente em saúde, pude analisar criticamente as problemáticas em saúde, sobretudo, a grupos minoritários. Hoje me implico a construir uma ciência socialmente comprometida para pessoas com deficiência”, afirma.

Para ela, a ciência – sobretudo, a advinda da universidade pública – enfrenta desafios e ameaças extrenas de corte. “Contudo, apesar dos desafios postos aos pesquisadores no Brasil, acredito na potência do nosso trabalho para a transformação da realidade do povo brasileiro”, frisa.

A reitora da Uern e presidente da Associação Brasileira das Reitoras e dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), Cicília Maia enfatiza que as Universidade, como a Uern, têm estimulado cada vez mais a participação das mulheres na ciência. “Muitas das invenções que temos hoje foram feitas por mulheres. E aqui na Uern também temos forte atuação de mulheres pesquisadoras. Por isso, através de projetos, campanhas de orientação, instituição de prêmios, temos incentivado a participação de mulheres e meninas na ciências”, afirma.

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