
Visita acadêmica integrou conhecimentos de Gestão Ambiental e Formação Econômica do Brasil I na análise das relações produtivas, históricas e socioambientais presentes no território
A compreensão dos fenômenos econômicos exige uma leitura que ultrapasse os limites dos modelos abstratos e considere as condições históricas, sociais, ambientais e produtivas que estruturam a realidade. Foi a partir dessa perspectiva que estudantes do 5º e 9º períodos do curso de Ciências Econômicas vivenciaram uma experiência acadêmica no Engenho Fulô do Mato, articulando diferentes dimensões do conhecimento econômico a partir da observação direta de um contexto concreto.
A atividade, realizada no âmbito das disciplinas Gestão Ambiental e Formação Econômica do Brasil I, sob orientação do professor Cláudio Vinicius Bondezan, possibilitou aos estudantes estabelecer conexões entre conteúdos trabalhados em sala de aula e os processos econômicos materializados no território.
A visita permitiu refletir sobre como as atividades produtivas se relacionam com aspectos ambientais, históricos e sociais, evidenciando que o desenvolvimento econômico envolve múltiplas dimensões e resulta da interação entre diferentes fatores ao longo do tempo. Nesse sentido, elementos relacionados à organização da produção, ao uso dos recursos naturais, às formas de inserção econômica e às trajetórias históricas do espaço visitado constituíram objetos de análise e discussão durante a atividade.
A integração entre as disciplinas envolvidas também reforçou uma compreensão interdisciplinar da formação em Economia: enquanto a análise da Formação Econômica do Brasil contribui para interpretar os processos históricos que moldaram as estruturas produtivas e econômicas, a Gestão Ambiental amplia a reflexão sobre os limites, impactos e possibilidades de construção de modelos de desenvolvimento sustentáveis.
Assim, a experiência no Engenho Fulô do Mato representou um momento de aproximação entre conhecimento acadêmico e realidade social, permitindo aos estudantes compreender que os fenômenos econômicos não se apresentam de forma isolada, mas estão inseridos em contextos territoriais específicos, marcados por relações entre produção, sociedade, ambiente e história.