{"id":2611,"date":"2023-07-24T14:33:00","date_gmt":"2023-07-24T17:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/portal.uern.br\/proex\/blog\/2023\/07\/24\/uern-promove-debate-sobre-visibilidade-de-mulheres-negras\/"},"modified":"2023-07-24T14:33:00","modified_gmt":"2023-07-24T17:33:00","slug":"uern-promove-debate-sobre-visibilidade-de-mulheres-negras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portal.uern.br\/proex\/blog\/2023\/07\/24\/uern-promove-debate-sobre-visibilidade-de-mulheres-negras\/","title":{"rendered":"Uern promove debate sobre visibilidade de mulheres negras"},"content":{"rendered":"<p>Pelo segundo ano seguido, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) realizar\u00e1 o evento Julho das Pretas \u2013 Mulheres Negras em Marcha por Repara\u00e7\u00e3o e Bem Viver, em celebra\u00e7\u00e3o ao Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina Americana e Caribenha. Celebrado em 25 de julho, de abrang\u00eancia nacional, a data traz temas importantes e necess\u00e1rios relacionados \u00e0 supera\u00e7\u00e3o das desigualdades de g\u00eanero e ra\u00e7a, colocando a pauta e agenda pol\u00edtica das mulheres em evid\u00eancia.<\/p>\n<p>O evento \u00e9 conduzido pela Diretoria de A\u00e7\u00f5es Afirmativas e Diversidade (DIAAD) em parceria com outros setores da Uern e institui\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>A abertura oficial ser\u00e1 nesta ter\u00e7a-feira, 25, com a mesa redonda \u201cMulheres Negras em Marcha por Repara\u00e7\u00e3o e Bem Viver\u201d, a partir das 19h, no audit\u00f3rio da Faculdade de Servi\u00e7o Social (Fasso), no Campus Mossor\u00f3.<\/p>\n<p>Na quarta-feira, 26, ser\u00e1 realizada uma atividade na Escola Estadual Professor Jos\u00e9 de Freitas Nobre, no bairro Costa e Silva, em Mossor\u00f3, entre 15 e 17h. No mesmo dia, o \u201cCol\u00f3quio de Pesquisas e Experi\u00eancias das Mulheres Negras da Uern\u201d reunir\u00e1 participantes no audit\u00f3rio da Fasso, a partir das 19h.<\/p>\n<p>No canal da Uern Oficial no YouTube, acontecer\u00e1 a mesa redonda \u201cMulheres Negras em Marcha por Repara\u00e7\u00e3o e Bem Viver\u201d, \u00e0s 16h da quinta-feira, 27.<\/p>\n<p>Encerrando a programa\u00e7\u00e3o, o audit\u00f3rio do Campus Mossor\u00f3 do Instituto Federal de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia (IFRN) sedia, na sexta-feira, \u00e0s 8h50 e \u00e0s 14h50, a mesa redonda \u201cProdu\u00e7\u00e3o do Conhecimento das Mulheres Negras\u201d.<\/p>\n<p>Para a respons\u00e1vel pelo eixo de Rela\u00e7\u00f5es e Identidade de G\u00eanero, Direitos das Mulheres e da Comunidade LGBTQIA+ da DIAAD, professora Suamy Soares, o Julho das Pretas \u201c\u00e9 uma a\u00e7\u00e3o de incid\u00eancia pol\u00edtica e agenda conjunta e propositiva com organiza\u00e7\u00f5es e movimentos de mulheres negras do Brasil, voltada para o fortalecimento da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica coletiva e aut\u00f4noma das mulheres negras nas diversas esferas da sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o da professora Gabriela Soares, do curso de Servi\u00e7o Social e integrante do N\u00facleo de Estudos Sobre a Mulher Simone Beauvoir (NEM) da Uern, o Julho das Pretas \u00e9 um momento protagonizado pelas mulheres negras e direcionado \u00e0 visibilidade das mulheres, trazendo pra ordem do dia a necessidade de se combater o racismo e o sexismo como estruturas violentas que nos colocam nos piores lugares dentro da sociedade.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um chamamento \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o das mulheres negras contra a explora\u00e7\u00e3o do seu corpo, do trabalho, contra a desumaniza\u00e7\u00e3o. Pras n\u00f3s, mulheres negras, \u00e9 o hora de dizer que vivemos, que resistimos e nos encontramos umas nas outras cotidianamente. Al\u00e9m disso, mostra a n\u00edvel nacional que o feminismo negro tem dado largos passos no Brasil, na America Latina e em todos os cantos.<\/p>\n<p>Fazendo um resgate hist\u00f3rico, Suamy Soares destaca que a Uern mudou muito nos \u00faltimos anos em virtude das cotas raciais e sociais, colocando a quest\u00e3o do racismo estrutural como elemento importante para se pensar o Brasil, de forma que o combate ao racismo e a constru\u00e7\u00e3o de uma cultura antirracista deve ser preocupa\u00e7\u00e3o central das universidades e tamb\u00e9m parte de sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u201cNo \u00e2mbito da Uern, as cotas raciais foram institu\u00eddas com protagonismo das mulheres negras e temos a cria\u00e7\u00e3o da Diaad como conquista para pensar pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o e combate ao racismo e as desigualdades entre as mulheres\u201d, destaca.<\/p>\n<p>A partir do censo universit\u00e1rio, a ser realizado em breve, ser\u00e1 poss\u00edvel obter um panorama sobre os(as) estudantes da Uern, detalhando g\u00eanero, idade, renda, ra\u00e7as etc.<\/p>\n<p>\u201cPor agora, sabemos que as cotas possibilitaram maior entrada das mulheres negras no espa\u00e7o acad\u00eamico e que esse espa\u00e7o historicamente foi pouco ocupado por esse segmento, que em geral est\u00e1 na base da pir\u00e2mide social e ocupa os piores postos de trabalho, com mais baixas remunera\u00e7\u00e3o e sofrendo mais viola\u00e7\u00f5es\u201d, acrescenta Suamy Soares.<\/p>\n<p>Fazem parte da parceria na realiza\u00e7\u00e3o do evento o N\u00facleo de Estudos Afro-Brasileiro e Ind\u00edgena (Neabi) da Uern, o Neabi do IFRN, o Nem da Uern, o Centro de Refer\u00eancia em Direitos Humanos (CRDH) da Universidade Federal Rural do Semi-\u00c1rido (Ufersa), o F\u00f3rum das Comunidades Tradicionais de Terreiros de Matriz Afro-Amer\u00edndia de Mossor\u00f3, o Coletivo Motim Feminista e coletivos de mulheres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo segundo ano seguido, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) realizar\u00e1 o evento Julho das Pretas \u2013 Mulheres Negras em Marcha por Repara\u00e7\u00e3o e Bem Viver, em celebra\u00e7\u00e3o ao Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina Americana e Caribenha. 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