{"id":627,"date":"2023-08-01T09:54:29","date_gmt":"2023-08-01T12:54:29","guid":{"rendered":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/?page_id=627"},"modified":"2024-08-30T09:46:33","modified_gmt":"2024-08-30T12:46:33","slug":"grupo-de-pesquisa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/pesquisa\/grupo-de-pesquisa\/","title":{"rendered":"Projetos de pesquisa"},"content":{"rendered":"<h3>Projetos de pesquisa<strong>\u00a0<\/strong>PIBICs<\/h3>\n<table class=\"table table-striped mceItemTable\" style=\"width: 72.4776%;height: 3054px\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 62px\">\n<td style=\"height: 62px;text-align: center\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>PROJETOS DE PESQUISA \u2013 PIBICs<\/strong><\/span><\/td>\n<td style=\"height: 62px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2024\/2025<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/td>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>Professora coordenadora: <\/strong>Luciana Fernandes Nery<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>T\u00edtulo do Projeto: <\/strong>EXTORS\u00c3O CIBERN\u00c9TICA E ESTUPRO VIRTUAL EM PLATAFORMAS DIGITAIS: UMA AN\u00c1LISE \u00c0 LUZ DOS ESTUDOS DISCURSIVOS FOUCAULTIANOS<\/p>\n<p><strong>Discente: <\/strong>Ana Vitoria Teixeira Jales<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A presente pesquisa tem como objetivo investigar os discursos das sobreviventes de extors\u00e3o cibern\u00e9tica e estupro virtual praticados atrav\u00e9s de plataformas digitais. Trata-se de desdobramentos dos estudos desenvolvidos no doutorado e busca dialogar com os trabalhos que estamos desenvolvendo no GELLIN (Grupo de Pesquisa em Estudos Lingu\u00edsticos e Liter\u00e1rios) do curso de Letras- L\u00edngua Portuguesa do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Campus<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> Avan\u00e7ado de Patu. Pretendemos analisar atrav\u00e9s das narrativas de si, como os aplicativos digitais podem ser utilizados para a pr\u00e1tica de crimes sexuais. Al\u00e9m disso, buscamos compreender as estrat\u00e9gias discursivas e n\u00e3o\u00a0 discursivas utilizadas pelo sujeito abusador para a pr\u00e1tica de crimes sexuais cibern\u00e9ticos e para o silenciamento das v\u00edtimas de extors\u00e3o cibern\u00e9tica e estupro virtual. Partimos da hip\u00f3tese de que as plataformas de jogos digitais \u00e9 um espa\u00e7o comumente utilizado por sujeitos de diferentes faixas et\u00e1rias e de que n\u00e3o h\u00e1 muito controle sobre a utiliza\u00e7\u00e3o desses meios digitais, possibilitando a pr\u00e1tica de diversos crimes. Metodologicamente, nossa pesquisa apresenta um car\u00e1ter qualitativo, de cunho descritivo e interpretativo ancorada nos Estudos Discursivos Foucaultianos para compreender as no\u00e7\u00f5es de discurso, rela\u00e7\u00f5es de poder\/saber, pr\u00e1tica da confiss\u00e3o e os modos de objetiva\u00e7\u00e3o\/ subjetiva\u00e7\u00e3o. Nos baseamos tamb\u00e9m nas leituras que versam sobre ciberfeminismos, estupro e m\u00eddias digitais.\u00a0 Al\u00e9m deste referencial, tomamos com base Perrot (2005, 2019), Corbin (2021), Menezes (2019), Levy (2010, 2011), dentre outros, para compreender as quest\u00f5es relativas a uma hist\u00f3ria do sil\u00eancio, aos movimentos feministas e aos crimes virtuais. Desse modo, o percurso que faremos consistir\u00e1 na observa\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise das confiss\u00f5es d(o)as sobreviventes de crimes cibern\u00e9ticos, especificamente da extors\u00e3o e o estupro e esperamos poder contribuir para dar visibilidade a estes crimes frequentemente praticados nas plataformas digitais e que ainda s\u00e3o pouco divulgados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave<span style=\"font-weight: 400\">: Discurso; Extors\u00e3o cibern\u00e9tica; Estupro virtual; Silenciamento; Ciberfeminismos.<\/span><\/p>\n<\/td>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2023\/2024<\/strong><\/span><\/h4>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/td>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>Professora coordenadora: <\/strong>Aline Almeida Inhoti<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>T\u00edtulo do Projeto: <\/strong>\u201cFoi de 2001 para c\u00e1 que eu vim despertar como quilombo\u201d: negocia\u00e7\u00e3o de identidades e(m) sentidos nas produ\u00e7\u00f5es locais sobre a Comunidade Quilombola Jatob\u00e1\/RN.<\/p>\n<p><strong>Discentes: <\/strong>Jaisa de Farias Targino e L\u00edlia Alexandrino de Ara\u00fajo<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O presente projeto prop\u00f5e analisar o modo como identidades da Comunidade Quilombola Jatob\u00e1, situada no munic\u00edpio de Patu\/RN, s\u00e3o negociadas em produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e midi\u00e1ticas locais entre os anos de 2005 e 2023. A comunidade \u00e9 reconhecida oficialmente como territ\u00f3rio quilombola desde 2004, mas foi, a partir de 2001, que membros iniciaram um reconhecimento enquanto comunidade que conquistou, por meio de um movimento negro que luta pela igualdade social no Brasil, a sua territorialidade (RODRIGUES; SANTOS; QUEIROZ, 2021). As inquieta\u00e7\u00f5es para propor este projeto se devem ao fato de que h\u00e1 poucos materiais que visibilizam a comunidade, principalmente no resgate de sua mem\u00f3ria e hist\u00f3ria pela vis\u00e3o dos pr\u00f3prios remanescentes do quilombo. Os materiais encontrados registram dados sobre a comunidade, a luta pelo reconhecimento da territorialidade, materiais relevantes para registro e valida\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria. Por\u00e9m, ainda h\u00e1 poucas produ\u00e7\u00f5es locais (registros\/materiais), acad\u00eamicos\/cient\u00edficos ou midi\u00e1ticos, que visibilizam as vozes dos pr\u00f3prios membros da comunidade, em uma perspectiva \u00eamica de escuta ativa e efetiva. Por isso, tamb\u00e9m, esta tem\u00e1tica se faz importante, porque esta proposta visa pesquisar o que j\u00e1 foi \u201cfalado\u201d sobre a comunidade para, a partir de ent\u00e3o, possibilitar escutas outras sobre as gentes1 (VERONELLI, 2021, p.85) da comunidade, com intuito de ressaltar as formas de viver, pensar, produzir conhecimento e agir do grupo e das pessoas. \u00c9 desta forma que este projeto busca elaborar compreens\u00f5es sobre a atualidade do saber nos campos educacional\/acad\u00eamico, social-cultural-pol\u00edtico, midi\u00e1tico e lingu\u00edstico que possibilitem deslocamentos entre aquilo que \u00e9 dito sobre a comunidade para, posteriormente, em trabalhos futuros, pesquisar aquilo que \u00e9 vivenciado\/sentido na comunidade pela perspectiva dos remanescentes. Valorizar a cultura e a hist\u00f3ria da Comunidade Quilombola Jatob\u00e1 intensifica a responsabilidade e compromisso da universidade em n\u00e3o s\u00f3 \u201cdar voz\u201d, mas escutar a comunidade. Este projeto encarrega-se como um primeiro passo para, em propostas futuras, produ\u00e7\u00f5es, registros e pesquisas sejam alavancadas. No que diz respeito \u00e0 diversidade lingu\u00edstica, o projeto pauta-se na compreens\u00e3o de que a linguagem \u00e9 diversa, um terreno de disputas (HELLER &amp; McELHINNY, 2017) e, por isso, de negocia\u00e7\u00f5es de identidades cujo campo de significados sobre as produ\u00e7\u00f5es culturais locais, em conjunto com outras, atribui sentidos na vida social mediada pela linguagem. Como quest\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o, e inquieta\u00e7\u00f5es da pesquisa, t\u00eam-se: Como as produ\u00e7\u00f5es locais, que tematizam a Comunidade Quilombola Jatob\u00e1, negociam identidades sociais? Quais categorias sociais (hist\u00f3ricas, culturais, raciais, de g\u00eanero, socioespaciais etc) s\u00e3o agenciadas nestas negocia\u00e7\u00f5es? Como os materiais situam a comunidade, pol\u00edtica-social-ideologicamente? Para qu\u00ea e para quem estes materiais foram produzidos? Para responder a estes questionamentos, busca-se um levantamento de produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas\/cient\u00edficas e midi\u00e1ticas sobre a comunidade entre os anos 2005 e 2023, por meio de uma pesquisa documental, interpretativista e explorat\u00f3ria. Trata-se de uma investiga\u00e7\u00e3o de paradigma quantitativo-qualitativo (CHIZOTTI, 2006) e m\u00e9todo documental, cujo recorte da realidade s\u00f3cio-educacional busca inteligibilidades sobre aspectos situados da realidade social, na perspectiva da Lingu\u00edstica Aplicada Indisciplinar (MOITA LOPES, 1998, 2008; CAVALCANTI, 1986; 2008), especificamente a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento acerca da Comunidade Quilombola Jatob\u00e1. Entende-se por documento as realiza\u00e7\u00f5es produzidas por pessoas que se mostram como ind\u00edcios de sua a\u00e7\u00e3o e que podem revelar suas ideias, opini\u00f5es e formas de atuar e viver (BRAVO, 1991). A an\u00e1lise de dados consistir\u00e1 em um processo sistem\u00e1tico, coerente, sens\u00edvel e criativo, cuja base te\u00f3rica-epistemol\u00f3gica encontra nos estudos sobre as din\u00e2micas socioespaciais inerentes aos processos de forma\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia, territorialidade e identidade dos territ\u00f3rios de quilombo brasileiros (MUNANGA, 2005; MOURA, 2001; SILVEIRA; MELO, 2021; GOMES, 2000; ISOLDI; SILVA, 2019), negocia\u00e7\u00e3o de identidades (ZAVALA, 2010; INHOTI, 2022), ra\u00e7a e branquitude (KROSKITY, 2004; PINTO, 2018; NASCIMENTO 2016; TORQUATO, 2019; 2021; LEITE, 2020; CONCEI\u00c7\u00c3O, 2020; BENTO, 2002; CARDOSO, 2010; GONZALEZ, 1980), colonialismo e colonialidade do ser, saber, poder e de linguagem (HELLER &amp; McELHINNY, 2017; QUIJANO, 1992, 2005; MIGNOLO, 2008, 2010, MALDONADO-TORRES, 2007; VERONELLI, 2015; 2021) o seu alicerce. Ressalta-se, em uma postura epist\u00eamica, a impossibilidade de isolar a vida da pol\u00edtica e da linguagem (MOITA LOPES, 2003) ou a linguagem da economia pol\u00edtica (GARCEZ &amp; JUNG, 2021). Desta forma, a rela\u00e7\u00e3o entre teoria e an\u00e1lise torna-se insepar\u00e1vel (JUNG; SILVA; SANTOS, 2019). A escolha por esta perspectiva (ontol\u00f3gica e epist\u00eamica) entende que os aspectos sobre a linguagem e comunica\u00e7\u00e3o se contrap\u00f5e aos modelos tradicionais e hegem\u00f4nicos de l\u00edngua que tanto vigoraram (e ainda vigoram) na sociedade. Modelos esses que compreendem a linguagem fora de um contexto social, focados na l\u00edngua em um vi\u00e9s monol\u00f3gico, cuja an\u00e1lise lingu\u00edstica centra-se essencialmente no texto, isentando o escritor e sua perspectiva para entender a sua produ\u00e7\u00e3o e suas negocia\u00e7\u00f5es de identidades. Diante do posicionamento te\u00f3rico-metodol\u00f3gico adotado, o trabalho prop\u00f5e um olhar \u00e9tico dos fatos e pressup\u00f5e que as produ\u00e7\u00f5es locais s\u00e3o pr\u00e1ticas letradas organizadas socialmente e podem contribuir para a valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e mem\u00f3ria e da identidade quilombola Jatob\u00e1\/RN.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Comunidade Quilombola Jatob\u00e1; negocia\u00e7\u00e3o de identidades; produ\u00e7\u00f5es locais; colonialidade; branquitude.<\/p>\n<\/td>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<h4 style=\"text-align: center\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2022\/2023<\/strong><\/span><\/h4>\n<\/td>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<pre><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>Professora coordenadora: <\/strong>Annie Tarsis Morais Figueiredo<\/span><\/pre>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong> <span class=\"il\">A<\/span>\u00a0perspectiva anticolonial\u00a0<span class=\"il\">tecida<\/span>\u00a0<span class=\"il\">na<\/span>\u00a0<span class=\"il\">prosa<\/span>\u00a0<span class=\"il\">contempor\u00e2nea<\/span>\u00a0de l\u00edngua\u00a0<span class=\"il\">portuguesa<\/span>: est\u00e9tica, ra\u00e7<span class=\"il\">a<\/span> e experi\u00eancia hist\u00f3rica.<\/p>\n<p><strong>Discentes: <\/strong>D\u00e9borah Evelyn dos Santos Lima, Julianny Maria de Freitas Martins e Carlos Matheus Bezerra de Paiva.<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">Na\u00a0literatura\u00a0contempor\u00e2nea\u00a0de l\u00edngua\u00a0portuguesa\u00a0podemos encontrar cr\u00edticas produtivas aos diversos modos de controle e destrui\u00e7\u00e3o\u00a0da\u00a0vida, efeitos de poder advindos do colonialismo e racismo, sejam em configura\u00e7\u00f5es mais sutis, como\u00a0na\u00a0explora\u00e7\u00e3o\u00a0do corpo negro pelos afetos e pela subjetividade, ou em formas mais evidentes de destrui\u00e7\u00e3o\u00a0coletiva, como\u00a0a\u00a0escraviza\u00e7\u00e3o\u00a0e assassinato do povo negro, por exemplo.\u00a0A\u00a0funda\u00e7\u00e3o\u00a0dos Estados nacionais modernos se deu (e esses se perpetuam)\u00a0a\u00a0partir de pr\u00e1ticas violentas de cariz soberano (antigo e medieval), colonialista e racista, cultivando v\u00e1rios tipos de viol\u00eancias contra\u00a0a\u00a0popula\u00e7\u00e3o\u00a0preta, pobre e perif\u00e9rica. As vidas desamparadas pelas leis, precisamente das comunidades negras\u00a0que\u00a0s\u00e3o\u00a0abandonadas pela pol\u00edtica do Estado de direito, s\u00e3o\u00a0mat\u00e9rias sobre\u00a0o\u00a0tempo presente dentro do fazer liter\u00e1rio. Nesse sentido, uma das raz\u00f5es deste projeto \u00e9 dar continuidade ao\u00a0que\u00a0j\u00e1 foi feito em projetos anteriores:\u00a0<em>Literatura e biopol\u00edtica\u00a0na\u00a0prosa\u00a0contempor\u00e2nea\u00a0portuguesa: um di\u00e1logo poss\u00edvel<\/em>\u00a0e\u00a0<em>\u201cO\u00a0que\u00a0vale\u00a0a\u00a0vida\u00a0aqui?\u201d\u00a0a\u00a0necropol\u00edtica\u00a0tecida\u00a0na\u00a0prosa\u00a0contempor\u00e2nea\u00a0portuguesa<\/em>.\u00a0Aqui, como objetivo central, trata-se de analisar as constru\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias de tr\u00eas narrativas contempor\u00e2neas, precisamente, compreender de\u00a0que\u00a0modo elas evidenciam crimes contra as personagens negras, mas, sobretudo, investigar como h\u00e1\u00a0a\u00a0presen\u00e7a\u00a0de uma est\u00e9tica\u00a0que\u00a0\u00e9 anticolonial e antirracista, cuja for\u00e7a\u00a0adv\u00e9m da comunidade e do esfor\u00e7o\u00a0cotidiano para contar e fazer novas experi\u00eancias hist\u00f3ricas em contraponto ao passado criado pela hist\u00f3ria oficial branca. Pretendemos, assim, contribuir com os estudos liter\u00e1rios sobre\u00a0a\u00a0literatura negra\u00a0contempor\u00e2nea, refletindo\u00a0a\u00a0respeito das v\u00e1rias formas de se opor ao poder sobre as vidas e ao racismo\u00a0que\u00a0s\u00e3o\u00a0experimentadas pelas personagens de\u00a0<em>A\u00a0vis\u00e3o\u00a0das plantas<\/em>\u00a0(Djaimilia Pereira de Almeida),\u00a0<em>\u00c1gua de barrela<\/em>\u00a0(Eliana Alves Cruz) e\u00a0<em>Um corpo \u00e0 deriva<\/em>\u00a0(Edimilson de Almeida Pereira). As tr\u00eas narrativas \u2013 uma luso-angolana e duas brasileiras, respectivamente \u2013, selecionadas como\u00a0<em>corpus<\/em>\u00a0para efetua\u00e7\u00e3o\u00a0da investiga\u00e7\u00e3o, se inserem dentro da \u201ccr\u00edtica da cr\u00edtica liter\u00e1ria\u201d, no\u00e7\u00e3o\u00a0defendida por Luiz Maur\u00edcio Azevedo em<em>\u00a0Est\u00e9tica e ra\u00e7a: ensaios sobre\u00a0a\u00a0literatura negra<\/em>\u00a0(2021). Al\u00e9m desse pesquisador, utilizaremos como principais te\u00f3ricos Toni Morrison (2019), sobre\u00a0a\u00a0rela\u00e7\u00e3o\u00a0racismo e\u00a0a\u00a0literatura; Saidiya Hartman (2021), Rita Segato (2021), Aim\u00e9 C\u00e9saire (2020), Franz Fanon (2011, 2020), \u00c9douard Glissant (2021), Achille Mbembe (2018) e Grada Kilomba (2020), em suas diferen\u00e7as, todos eles auxiliar\u00e3o\u00a0na\u00a0compreens\u00e3o\u00a0da ferida colonial\u00a0que\u00a0se faz presente nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais,\u00a0na\u00a0l\u00edngua\/linguagem e produ\u00e7\u00e3o\u00a0liter\u00e1ria\u00a0contempor\u00e2nea. Desta forma, compreende-se uma amostragem da literatura de l\u00edngua\u00a0portuguesa\u00a0produzida hoje, essa\u00a0na\u00a0qualidade de instauradora cont\u00ednua das quest\u00f5es raciais advindas da coloniza\u00e7\u00e3o\u00a0e di\u00e1spora africana e mais, como configuradora de territ\u00f3rios de afirma\u00e7\u00e3o\u00a0da\u00a0vida\u00a0negra e de desvelamento dos horrores de cunho fascista perpetrados pelos brancos europeus e\/ou eurodescendentes contra as comunidades negras. Em outras palavras, estudaremos\u00a0aqui\u00a0uma literatura\u00a0que\u00a0n\u00e3o\u00a0alimenta\u00a0a\u00a0velha ilus\u00e3o\u00a0de\u00a0que\u00a0vivemos em uma democracia racial.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;text-align: justify\">Palavras-chave: Est\u00e9tica; Ra\u00e7a; Experi\u00eancia hist\u00f3rica; Literatura anticolonial; Literatura antirracista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong style=\"font-size: inherit;font-family: georgia, palatino, serif\">Professora coordenadora:\u00a0<\/strong><span style=\"font-size: inherit;font-family: georgia, palatino, serif\">Beatriz Pazini Ferreira<\/span><\/p>\n<p><strong style=\"font-family: inherit;font-size: inherit\">T\u00edtulo do Projeto:<\/strong><span style=\"font-family: inherit;font-size: inherit\"> A DRAMATURGIA DE HERMILO BORBA FILHO: MEDIA\u00c7\u00d5ES ENTRE TEATRO POPULAR E PERSPECTIVAS MODERNAS<\/span><\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong> Lucas Maia Gomes, Pedro Lucas Nunes dos Santos e Wyslania Elizia Nascimento dos Santos<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este projeto de pesquisa explora o papel de Hermilo Borba Filho no processo de moderniza\u00e7\u00e3o do teatro brasileiro, sobretudo de sua dramaturgia. Interessa pesquisar o modo como Hermilo entende a cultura popular, sua fun\u00e7\u00e3o social e o modo de sua apropria\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, ou seja, explorar e analisar como a organiza\u00e7\u00e3o formal teatral se apropria dos materiais e dos conte\u00fados mobilizados, em configura\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e que valorizam cada elemento trazido para sua composi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, buscamos compreender a import\u00e2ncia de inst\u00e2ncias narrativas diversas, que s\u00e3o fundamentais para sua dramaturgia \u2013 seja por um personagem que conta uma hist\u00f3ria para outras personagens, seja diretamente por um narrador ou por indica\u00e7\u00f5es c\u00eanicas que perspectivam nossa leitura sobre a cena. Borba Filho foi diretor, participou de diversos grupos, fez interlocu\u00e7\u00f5es e di\u00e1logos com o teatro de outras regi\u00f5es do Brasil, escreveu cr\u00edtica, teoria e hist\u00f3ria teatral. Todas essas atividades tem impacto em sua dramaturgia, constituindo-se num todo que n\u00e3o prescinde de suas partes. Por exemplo, h\u00e1 a luta pela reconfigura\u00e7\u00e3o do campo que instaura valores nem sempre aceitos ou compreendidos pelos grandes centros, como as representa\u00e7\u00f5es dos espet\u00e1culos populares do Nordeste, por exemplo: bumba meu boi, mamulengo, pastoril, fandango, entre outros. Trata-se de uma pesquisa explicativa e explorat\u00f3ria, de cunho qualitativo, que considera alguns pontos a serem discutidos para a compreens\u00e3o da import\u00e2ncia da investiga\u00e7\u00e3o de autores como Hermilo Borba Filho que apresentava posi\u00e7\u00e3o ativa no modos de ver o processo de moderniza\u00e7\u00e3o do teatro popular como objeto est\u00e9tico e como media\u00e7\u00e3o entre v\u00ednculos formais e tem\u00e1ticos e, portanto, a partir de como esses v\u00ednculos se estabeleciam com a sociedade. A base metodol\u00f3gica para o desenvolvimento desta pesquisa \u00e9 a cr\u00edtica materialista, que estuda a media\u00e7\u00e3o entre arte e sociedade, fundamentando-se em autores como Rosenfeld (1985) e Candido (1965). Tamb\u00e9m aproveitamos os estudos de C\u00e2mara Cascudo (1954; 1967; 1984) visto que aborda toda a tradi\u00e7\u00e3o oral e popular do folclore brasileiro t\u00e3o importante para nossa pesquisa, assim como Ayala e Ayala (1995); Vilhena (1995) e Renato Ortiz (1985), dentre outros, que discutem o lugar do folclore, das manifesta\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m aproveitam-se os estudos referentes \u00e0 cultura popular, a partir das contribui\u00e7\u00f5es de Gilberto Freyre (1967) e Ricardo Germano (1926), que defendem a tradi\u00e7\u00e3o regional, porque acreditam que, para manter a cultura de um pa\u00eds, \u00e9 necess\u00e1rio manter a tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica regional, popular, indo, muitas vezes, contra a europeiza\u00e7\u00e3o burguesa e a mercantiliza\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. No que se refere ao material te\u00f3rico e cient\u00edfico sobre teatro popular \u00e9 indispens\u00e1vel recorrer a autores como Joel Pontes (1966), Helena Kuhner (1975), al\u00e9m do pr\u00f3prio Borba Filho que possui uma vasta bibliografia em que discute sobre a moderniza\u00e7\u00e3o do teatro nacional, a partir do teatro popular. Para o aporte teatral, nomes como Bertold Brecht (2005) e S\u00e1bato Magaldi (1984) para entender a evolu\u00e7\u00e3o do g\u00eanero dram\u00e1tico e as manifesta\u00e7\u00f5es dos recursos teatrais utilizados pelos dramaturgos e encenadores. Dialogamos, ainda, com algumas pesquisas recentes (disserta\u00e7\u00f5es e teses), que discutem movimentos culturais populares que foram necess\u00e1rios para a constru\u00e7\u00e3o de uma arte popular, que levam em conta as obras de Borba Filho, como: Cadengue (2011); Carvalheira (2011); Cavalcante J\u00fanior (2016; 2017); Ferraz (2013; 2018); Gen\u00fa (2016) e Lu\u00eds Reis (2008).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Hermilo Borba Filho. Moderniza\u00e7\u00e3o do teatro brasileiro. Teatro popular. Espet\u00e1culos populares. Teatro brasileiro. Hist\u00f3ria do teatro brasileiro.<\/p>\n<\/td>\n<td><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>Professora coordenadora: <\/strong>Ant\u00f4nia Sueli da Silva Gomes<\/span><\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong> LETRAMENTOS DO PROFESSOR: PROCESSOS FORMATIVOS DA DOC\u00caNCIA<\/p>\n<p><strong>Discente:<\/strong> David Cortez de Paiva<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pesquisa se organiza em torno da compreens\u00e3o dos processos formativos dos licenciandos em Letras-L\u00edngua Portuguesa, possibilitados por programas formativos como o Programa Institucional de Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Doc\u00eancia \u2013 PIBID e o Programa Resid\u00eancia Pedag\u00f3gica &#8211; PRP. Parte-se do princ\u00edpio de que esses programas contribuem significativamente para a constitui\u00e7\u00e3o dos letramentos necess\u00e1rios para a forma\u00e7\u00e3o inicial do professor de l\u00edngua portuguesa, formado pelo Curso de Letras-CAP\/UERN, os quais decorrem dos processos interativos oriundos dos diferentes eventos discursivos que se realizam nesse contexto de forma\u00e7\u00e3o docente. A investiga\u00e7\u00e3o delimita-se a partir da quest\u00e3o: de que maneira os estudantes de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 doc\u00eancia &#8211; EID (vinculados ao PIBID) e os residentes (vinculados ao PRP) articulam os usos e significados dos letramentos constitutivos da doc\u00eancia, nos contextos da universidade e da escola? Compreendendo esse contexto como amplamente produtivo para a formula\u00e7\u00e3o da resposta \u00e0 quest\u00e3o central, outras quest\u00f5es emergem na conflu\u00eancia das a\u00e7\u00f5es que dar\u00e3o forma ao constructo da pesquisa, conforme apresentadas na introdu\u00e7\u00e3o. As respostas a essas quest\u00f5es perpassam o entendimento de que os sujeitos que atuam nesse contexto devem aprimorar as rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas que possibilitam a apropria\u00e7\u00e3o de novos saberes e a reelabora\u00e7\u00e3o de outros preexistentes, resultando na constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de letramento que conduzam \u00e0 supera\u00e7\u00e3o de dificuldades e ao desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es inovadoras que impulsionem a din\u00e2mica das a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, no processo de ensino e de aprendizagem, nas escolas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e nos espa\u00e7os formativos da universidade, constituindo, assim, os letramentos do professor. O conceito de letramento que ancora essa discuss\u00e3o tem respaldo nos estudos de Kleiman (1995, 2001, 2008), Kleiman e Silva (2008), Kleiman e Assis (2016), Street (2012, 2013, 2014). Tem\u00f3teo (2019) fundamenta a discuss\u00e3o sobre as contribui\u00e7\u00f5es de programas formativos para a forma\u00e7\u00e3o inicial do professor, respaldada por Tardif (2012) e Tardif e Lessard (2012) que discorrem sobre os saberes docentes e a rela\u00e7\u00e3o trabalho e doc\u00eancia. Abordar os letramentos, nessa dimens\u00e3o, diz respeito aos processos formativos que d\u00e3o conta das aprendizagens constru\u00eddas, no desenvolvimento das atividades de programas como o PIBID e o PRP. Para compreender a contribui\u00e7\u00e3o desses Programas, nesse contexto, a partir do funcionamento, ou seja, das atividades que realizam, s\u00e3o discutidos conceitos adjacentes como \u2018eventos de letramento\u2019 e \u2018pr\u00e1ticas de letramento\u2019, a fim de compreender as rela\u00e7\u00f5es que estabelecem com a din\u00e2mica dos processos envolvidos na forma\u00e7\u00e3o docente e que resultam no letramento do professor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Letramentos do professor. Doc\u00eancia. Foma\u00e7\u00e3o Inicial. PIBID. Resid\u00eancia Pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<td><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>Professora coordenadora: <\/strong>Luciana Fernandes Nery<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong> O USO DE M\u00cdDIAS DIGITAIS COMO ESTRAT\u00c9GIA BIOPOL\u00cdTICA PARA A DEN\u00daNCIA DE CRIMES CONTRA AS MULHERES<\/p>\n<p><strong>Discente:<\/strong> Thalyson Pereira Gomes e Libegna Morais Bezerra<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A presente pesquisa trata-se de um desdobramento dos estudos desenvolvidos no doutoramento e busca dialogar com os trabalhos que estamos desenvolvendo no GELLIN (Grupo de Pesquisa em Estudos Lingu\u00edsticos e Liter\u00e1rios) do curso de Letras- L\u00edngua Portuguesa do Campus Avan\u00e7ado de Patu. Diante das leituras que versam sobre o discurso e feminismos, pretendemos investigar o uso das m\u00eddias digitais (Instagram, YouTube e Podcast) como estrat\u00e9gia biopol\u00edtica para a den\u00fancia de crimes contra as mulheres. Amparada nos Estudos Discursivos Foucaultianos, com \u00eanfase nas concep\u00e7\u00f5es de confiss\u00e3o, parresia, biopol\u00edtica e rela\u00e7\u00f5es de poder\/saber, buscamos compreender aspectos relevantes no que concerne a uma arquegenealogia do sil\u00eancio que circunda as sujeitas v\u00edtimas de viol\u00eancia psicol\u00f3gica, f\u00edsica e sexual. Considerando as m\u00eddias digitais como um espa\u00e7o privilegiado para a den\u00fancia de crimes contra as mulheres, elegemos como principal aporte te\u00f3rico a genealogia da \u00e9tica de Foucault. Al\u00e9m deste referencial, nos ancoramos em Perrot (2005, 2019), Gr\u00f3s (2018) e Corbin (2021), dentre outros, para compreender as quest\u00f5es relativas a uma hist\u00f3ria do sil\u00eancio, aos movimentos feministas e \u00e0s pr\u00e1ticas de obedi\u00eancia\/desobedi\u00eancia. Desse modo, o percurso que faremos consistir\u00e1 na observa\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise das confiss\u00f5es das mulheres nas m\u00eddias digitais e esperamos poder contribuir para dar voz a outras sujeitas para a den\u00fancia dos crimes que as atingem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Discurso. Biopol\u00edtica. Confiss\u00e3o. Parresia. M\u00eddias digitais.<\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><\/td>\n<td><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 66px\">\n<td style=\"height: 66px\">\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2021\/2022<\/strong><\/h4>\n<\/td>\n<td style=\"height: 66px\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 756px\">\n<td style=\"height: 756px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Annie Tarsis Morais Figueiredo<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong> \u201cENTRE PRAZERES \u00cdNFIMOS E PEQUENOS NADAS\u201d: UM ESTUDO SOBRE COMUNIDADE E POL\u00cdTICA DE VIDA NA PROSA CONTEMPOR\u00c2NEA DE L\u00cdNGUA PORTUGUESA<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong> Marina Raissa Emidia Gurgel e Severino Lopes dos Reis Filho<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este projeto de pesquisa tem como objetivo analisar duas produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias contempor\u00e2neas, s\u00e3o elas: Luanda, Lisboa, Para\u00edso (2019), da escritora angolana Djaimilia Pereira de Almeida e O nosso reino (2012), do escritor portugu\u00eas Valter Hugo M\u00e3e. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 verificar como, nos dois romances, as pol\u00edticas de vida s\u00e3o configuradas dentro da vida cotidiana de seus personagens centrais, cujas t\u00e9cnicas colonialistas (FANON, 2020) se fazem presente. A hip\u00f3tese de leitura \u00e9 que a for\u00e7a do querer viver adv\u00e9m das palavras, dos pequenos gestos, das sutilezas presentes nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais que criam comunidades de singulares (AGAMBEN, 2013) capazes de driblar a dor e superar as desigualdades sociais. Os personagens, inseridos em contextos desoladores, conseguem afirmar suas exist\u00eancias e percebem que \u00e9 preciso \u201cavivar o mundo com a for\u00e7a vital de nossas presen\u00e7as\u201d (RUFINO, 2019). Dessa maneira, trata-se de investigar como os personagens encenam rela\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias (ESPOSITO, 2007) que permitem o cultivo da singularidade e da biopot\u00eancia em meio ao mundo assombrado pelo terror do processo colonial que parece n\u00e3o ter fim. Os estudos buscam compreender como os v\u00ednculos cotidianos e o di\u00e1logo ancestral, atrav\u00e9s das hist\u00f3rias orais, do sonho, das pr\u00e1ticas e articula\u00e7\u00f5es coletivas instalam contramovimentos po\u00e9ticos e pol\u00edticos. Partimos da ideia de que tais narrativas se op\u00f5em \u00e0 reifica\u00e7\u00e3o da vida e ao saber euroc\u00eantrico e nesse sentido, para o enquadramento te\u00f3rico, nos aproximaremos da perspectiva de Luiz Ant\u00f4nio Simas (2020) e Luiz Rufino (2019; 2020) que pensam as demonstra\u00e7\u00f5es mais sutis da anticoloniza\u00e7\u00e3o, nos afetos, no imagin\u00e1rio e saber, gerando o que se compreende por sabedoria de fresta a partir da dobra na linguagem e dos contatos com perspectivas distintas. Nesse sentido, a literatura contempor\u00e2nea realiza um prof\u00edcuo di\u00e1logo sobre a complexa rela\u00e7\u00e3o entre literatura, biopol\u00edtica e heran\u00e7as coloniais. A partir disso, pretendemos contribuir com os estudos sobre a produ\u00e7\u00e3o desses autores, pensando, sobretudo, como a cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria possibilita refletir sobre as pr\u00e1ticas de cultivo da vida e da comunidade. Os dois romances selecionados para efetua\u00e7\u00e3o da nossa pesquisa se referem \u00e0s guerras de liberta\u00e7\u00e3o nacional em Angola e Mo\u00e7ambique, por isso pensaremos tamb\u00e9m sobre a outra face da pol\u00edtica de vida, a pol\u00edtica de morte (MBEMBE, 2018). Assim, visamos compreender a literatura enquanto mediadora e produtora de conhecimento (DUR\u00c3O, 2019) em torno das quest\u00f5es biopol\u00edticas e mais, enquanto territ\u00f3rio produtivo contra o desencanto e a perda da vitalidade, tendo como cerne a cria\u00e7\u00e3o de um olhar anticolonial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Comunidade. Pol\u00edticas de vida. Personagens. Anticolonialismo. Literatura contempor\u00e2nea de l\u00edngua portuguesa.<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"height: 756px\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 24px\">\n<td style=\"height: 24px\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<td style=\"height: 24px\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 49px\">\n<td style=\"height: 51px\">\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2020\/2021<\/strong><\/h4>\n<\/td>\n<td style=\"height: 51px\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 156px\">\n<td style=\"height: 156px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Annie Tarsis Morais Figueiredo<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0\u201cO QUE VALE A VIDA AQUI?\u201d A NECROPOL\u00cdTICA TECIDA NA PROSA CONTEMPOR\u00c2NEA PORTUGUESA<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0T\u00e1lia Cristiane Elias Brito e Thanara da Silva Am\u00e9rico<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pensar o valor da vida \u00e9 uma das a\u00e7\u00f5es centrais da prosa contempor\u00e2nea portuguesa. Dentro desse mesmo escopo est\u00e3o os romances selecionados como corpus do presente projeto de pesquisa, a saber: A costa dos murm\u00farios, de L\u00eddia Jorge e O cus de Judas, de Ant\u00f3nio Lobo Antunes. Esses dois textos requerem uma visita dolorosa aos horrores da Guerra Colonial portuguesa (Tengarrinha &#8211; 2000) em Angola e Mo\u00e7ambique. As duas narrativas discorrem sobre a banalidade do mal (Hannah Arendt &#8211; 1999) e o descarte da vida (Agamben &#8211; 1998\/2004). Por essa via, os dois livros dialogam com o universo da necropol\u00edtica pensado pelo fil\u00f3sofo camaron\u00eas Achille Mbembe (2018) sobre os meandros do biopoder (Foucault &#8211; 2015\/2008). Ao expor e problematizar quem deve viver e quem deve morrer, a literatura contempor\u00e2nea lusitana se op\u00f5e \u00e0s pol\u00edticas de morte alimentadas pelos Estados nacionais que criaram e criam campos de concentra\u00e7\u00e3o e espa\u00e7os de segrega\u00e7\u00e3o, quando na verdade deveriam lutar por espa\u00e7os igualit\u00e1rios, pela equanimidade e justi\u00e7a social entre os seres. \u00c9 o Portugal do ditador Salazar que assombra o Portugal nas cartografias liter\u00e1rias (Rita &#8211; 2012) de L\u00eddia Jorge e Ant\u00f3nio Lobo Antunes. Nesse sentido, o objetivo central do nosso projeto \u00e9 analisar a fragmenta\u00e7\u00e3o dessas narrativas, tendo em vista sua conex\u00e3o com as pol\u00edticas de morte. Paralelamente, visamos compreender como essas duas produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias lusitanas configuram, sobretudo, a explora\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do corpo negro (Mbembe 2018a\/2018b e Sarr &#8211; 2019). Pretendemos, assim, contribuir com os estudos situados na interface Literatura e Filosofia, pensando a aus\u00eancia de dignidade e o desamparo dessas exist\u00eancias, refletindo a respeito das v\u00e1rias formas de se opor ao poder sobre a vida e ir de encontro ao poder da vida. Para efetua\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o utilizaremos como aporte te\u00f3rico inicial alguns estudos sobre metodologia de pesquisa nos estudos liter\u00e1rios com Dur\u00e3o (2014), Pinheiro (2011) e Bosi (1988). Tamb\u00e9m consultaremos alguns textos fundamentais da cr\u00edtica tem\u00e1tica, como Curtius (1979), Bergez (2006), Tomachevski (2013) e para auxiliar na an\u00e1lise da posi\u00e7\u00e3o do narrador e do artif\u00edcio de fragmenta\u00e7\u00e3o do texto liter\u00e1rio, Reis (2013), Adorno (2003) e Wood (2012).<\/p>\n<p>Palavras-chave: Literatura portuguesa contempor\u00e2nea. Necropol\u00edtica. Banalidade do Mal. Narrador.<br \/>\nNarrativa fragmentada.<\/td>\n<td style=\"height: 156px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 156px\">\n<td style=\"height: 156px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Beatriz Pazini Ferreira<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0O TEATRO POPULAR NORDESTINO: TRADI\u00c7\u00c3O, MEM\u00d3RIA E MODERNIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0Antonio Welden da Silva Vieira e Naiara Sandi da Silva Gomes Saraiva<\/p>\n<p>RESUMO DO PROJETO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O teatro popular proclama a necessidade da participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica do homem nas atividades que exerce, de forma a (re)conhecer os caminhos da liberdade e da integra\u00e7\u00e3o na vida social, trilhando literatura e pol\u00edtica por meio das manifesta\u00e7\u00f5es populares. O teatro popular demonstra as reflex\u00f5es, os costumes e os problemas de uma regi\u00e3o, que regularmente s\u00e3o esquecidos pela m\u00eddia e pelos cr\u00edticos liter\u00e1rios, porque, por meio desses cen\u00e1rios regionais, como o sert\u00e3o, explicitam-se quest\u00f5es fundamentais dos contextos pol\u00edtico e social: a explora\u00e7\u00e3o das minorias, do povo e os excessos de poder da burguesia. Considerando que o nordeste foi o grande palco cultural em que se buscou manter as ra\u00edzes do popular, como os espet\u00e1culos de rua, o teatro popular, entre outras manifesta\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas, o projeto objetiva explorar o teatro popular brasileiro, em especial, da regi\u00e3o nordestina, as influ\u00eancias, as interfer\u00eancias e os di\u00e1logos que serviram para o que Hermilo Borba Filho chamou de moderniza\u00e7\u00e3o do teatro brasileiro. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio investigar autores do teatro popular, por exemplo, Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho e Jos\u00e9 de Moraes Pinho. Para tanto, ao longo da pesquisa, tamb\u00e9m s\u00e3o mencionados autores como Ant\u00f4nio Cadengue (2011), Ariano Suassuna (1977), Benjamin Santos (2007), Gilberto Freyre (1967), Joel Pontes (1966), Lu\u00eds Maur\u00edcio Carvalheira (1986), Lu\u00eds Reis (2008) e Hermilo Borba Filho (1964, 1966, 1968, 1980 e 2007), que apresentam referencial te\u00f3rico cient\u00edfico sobre os importantes movimentos teatrais populares ocorridos no nordeste, enfatizando a presen\u00e7a das produ\u00e7\u00f5es dos criadores dos espet\u00e1culos\/folguedos populares, por exemplo, o mamulengo e o bumba meu boi, como Cheiroso, Janu\u00e1rio de Oliveira, Jos\u00e9 Petronilo e Dutra Manuel Amendoim, entre outros, esquecidos e\/ou desconhecidos nos bancos acad\u00eamicos. Referente aos estudos sobre a cultura popular, contribui\u00e7\u00f5es de Albuquerque J\u00fanior (2001), Gilberto Freyre (1967) e Ricardo Germano (1926) s\u00e3o necess\u00e1rias, pois defendem a tradi\u00e7\u00e3o regional e acreditam que, para manter a cultura de um pa\u00eds, \u00e9 importante manter a tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica regional, indo, muitas vezes, contra a europeiza\u00e7\u00e3o burguesa e a mercantiliza\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. No que se refere ao material te\u00f3rico e cient\u00edfico sobre teatro popular, \u00e9 indispens\u00e1vel recorrer a autores como Joel Pontes (1966), Helena Kuhner (1975), al\u00e9m do pr\u00f3prio Borba Filho que possui uma vasta bibliografia na qual discute a moderniza\u00e7\u00e3o do teatro nacional, a partir do teatro popular. Para o aporte teatral, nomes como Anatol Rosenfeld (1985), Bertold Brecht (2005) e S\u00e1bato Magaldi (1965 e 1996) s\u00e3o importantes para se entender a evolu\u00e7\u00e3o do g\u00eanero dram\u00e1tico e as manifesta\u00e7\u00f5es dos recursos teatrais utilizados pelos dramaturgos e encenadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Teatro popular. Tradi\u00e7\u00e3o. Mem\u00f3ria. Moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"height: 156px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 156px\">\n<td style=\"height: 156px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Claudia Maria Felicio Ferreira Tom\u00e9<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0A BNCC e o DCRN &#8211; produ\u00e7\u00f5es e significa\u00e7\u00f5es curriculares em torno do ensino de literatura<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0Ant\u00f4nia Neta dos Santos e Mar\u00edlia Ferreira do Nascimento Moura.<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Considerando a relev\u00e2ncia do debate em tono da Base Nacional Comum Curricular e nesse debate o lugar ou lugares da literatura para a forma\u00e7\u00e3o humana no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, esta pesquisa considera os deslocamentos do ensino de literatura, atentando para o alinhamento do Documento Curricular do RN: educa\u00e7\u00e3o infantil e ensino fundamental, \u00e0 base. O objetivo \u00e9 analisar a produ\u00e7\u00e3o curricular a partir de narrativas que signifiquem o ensino de literatura considerando o documento no \u00e2mbito dos anos finais do Ensino Fundamental e a sua tradu\u00e7\u00e3o por professores de literatura de duas escolas estaduais. Tal documento \u00e9 aqui considerado como arquivo, cuja tradu\u00e7\u00e3o se pauta pela l\u00f3gica derridiana de mal de arquivo (DERDA, 2001). Assim, a perspectiva adotada nesta investiga\u00e7\u00e3o, recorre a uma vis\u00e3o p\u00f3s-fundacional, cuja opera\u00e7\u00e3o desconsidera apriorismos, visto que os sentidos s\u00e3o atribu\u00eddos no processo de tradu\u00e7\u00e3o no qual h\u00e1 espa\u00e7os, dizeres que n\u00e3o se pode controlar, o que assenta-se na concep\u00e7\u00e3o de curr\u00edculo como enuncia\u00e7\u00e3o cultural (MACEDO, 2006). Essa l\u00f3gica autoriza esta pesquisa a utilizar uma metodologia qualitativa online e offline do tipo participante quer seja pela tradu\u00e7\u00e3o de documentos, quer seja pela tradu\u00e7\u00e3o de narrativas em aplicativo de conversa\u00e7\u00e3o, de modo que ao tempo que traduz, produ\u00e7\u00e3o um novo arquivo como produ\u00e7\u00e3o curricular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Base Nacional Comum Curricular. Documento Curricular do RN. Curr\u00edculo, Ensino de Literatura.<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"height: 156px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 166px\">\n<td style=\"height: 166px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Francisca Lailsa Ribeiro Pinto<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0COME\u00c7AR DE NOVO: O ESPA\u00c7O AFETIVO DE CELINA EM\u00a0<em>RAKUSHISHA<\/em>, DE ADRIANA LISBOA<\/p>\n<p><strong>Discente:<\/strong>\u00a0Everlandia de Azevedo Silva<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O presente projeto enfoca o espa\u00e7o contempor\u00e2neo, na literatura brasileira de autoria feminina, enquanto lugar para compreens\u00e3o sobre si ou ao qual estamos destinadas (os) a ir. Pensar criticamente o deslocar como um sujeito de n\u00e3o pertencer a uma posi\u00e7\u00e3o fixa \u00e9 problematizar a nova ordem social, esta orientada pelas mulheres em que configura o campo liter\u00e1rio contempor\u00e2neo e as personagens femininas que dele fazem parte. Dessa forma, interessa-nos questionar as formas padronizadas presente na sociedade sobre o lugar do feminino a partir dos papeis de g\u00eanero no espa\u00e7o de mov\u00eancia, tomando-se por base as an\u00e1lises e estudos liter\u00e1rios, de forma a perceber as disputas e apaziguamentos de sujeitos, como \u00e9 o caso das mulheres. Buscaremos ent\u00e3o, estudar o romance contempor\u00e2neo Rakushisha de Adriana Lisboa (2003) que apresenta o espa\u00e7o percorrido pela protagonista Celina como um pertencimento tempor\u00e1rio, de uma identidade que afeta e \u00e9 afetada pelos movimentos \u201cn\u00e3o autorizados\u201d, nos quais podemos por meio do aparente sil\u00eancio e anonimato da personagem assinalar a experi\u00eancia do sujeito em tr\u00e2nsito nas sociedades, demarcada por tens\u00f5es que legitimam novos espa\u00e7os sociais. Torna-se poss\u00edvel, ent\u00e3o, o di\u00e1logo te\u00f3rico sobre o espa\u00e7o de tr\u00e2nsito os estudos de Regina Dalcastagn\u00e8 (2012) e Sandra Regina Goulart Almeida (2010), das discuss\u00f5es de g\u00eanero e o papel das mulheres no espa\u00e7o p\u00fablico e privado os textos de Virg\u00ednia Woolf (2014) e Susan Okin (2008), da problematiza da posi\u00e7\u00e3o da mulher enquanto um sujeito gendrado, \u201cmarcados por especificidades de g\u00eanero\u201d, as considera\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de Gayatri C. Spivak (2010) e da ideia de \u201ccasa afetiva\u201d, do espa\u00e7o \u00edntimo (espa\u00e7o de posse), os conceitos de Gaston Bachelard (1993). \u00c9 nessa perspectiva, que o projeto, junto ao Departamento de Letras, prop\u00f5e articular as discuss\u00f5es te\u00f3ricas do espa\u00e7o em constante processo, dos estudos de g\u00eanero e do texto ficcional produzido pela autora contempor\u00e2nea como mais um passo para democratiza\u00e7\u00e3o de nossa vida liter\u00e1ria, e de nossa vida cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Deslocamentos. Espa\u00e7o contempor\u00e2neo. Personagem Celina. Tr\u00e2nsito dos espa\u00e7os e dos afetos.<\/p>\n<hr \/>\n<\/td>\n<td style=\"height: 166px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 49px\">\n<td style=\"height: 49px\">\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2019\/2020<\/strong><\/h4>\n<\/td>\n<td style=\"height: 49px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 156px\">\n<td style=\"height: 156px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Annie T\u00e1rsis Morais Figueiredo<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0LITERATURA E BIOPOL\u00cdTICA NA PROSA CONTEMPOR\u00c2NEA PORTUGUESA: UM DI\u00c1LOGO POSS\u00cdVEL<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0Jonnas Azevedo da Silva e Sabrina de Paiva Bento<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na literatura portuguesa contempor\u00e2nea podemos encontrar cr\u00edticas produtivas aos diversos modos de controle da vida, sejam nas configura\u00e7\u00f5es mais sutis, como a explora\u00e7\u00e3o do corpo pelos afetos e pela subjetividade ou nas formas mais evidentes de opress\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o, como a escravid\u00e3o e o genoc\u00eddio. Os modos quase impercept\u00edveis de controle s\u00e3o alimentados por pr\u00e1ticas violentas em que a vida natural e biol\u00f3gica (zo\u00e9) se confunde com a esfera da vida pol\u00edtica (bios); trata-se da g\u00eanese de formas perspicazes e mais poderosas de efetiva\u00e7\u00e3o do poder: o biopoder. As vidas nuas (homo sacer), desamparadas pelas leis, dos homens comuns que s\u00e3o abandonados pela pol\u00edtica do Estado (estado de exce\u00e7\u00e3o\/campo de concentra\u00e7\u00e3o), s\u00e3o mat\u00e9rias sobre o tempo presente dentro do fazer liter\u00e1rio. Contudo, paralelamente ao controle das for\u00e7as e energias do corpo-mente, h\u00e1 os movimentos contr\u00e1rios, os contrapoderes que s\u00e3o pontuais e constroem brechas transgressoras no cotidiano e arranjam novas formas de vida. Nesse sentido, o objetivo do nosso projeto \u00e9 analisar como as produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias lusitanas giram em torno da explora\u00e7\u00e3o do corpo e manipula\u00e7\u00e3o dos afetos, mas, sobretudo, investigar como nelas h\u00e1 a presen\u00e7a de pot\u00eancias para a resist\u00eancia (biopot\u00eancia) tra\u00e7ando um movimento ambivalente que aponta para as formas de domina\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo para seus avessos e suas linhas de fuga. Pretendemos, assim, contribuir com os estudos situados na interface Literatura e Filosofia, pensando a aus\u00eancia de dignidade e o desamparo dessas exist\u00eancias, refletindo a respeito das v\u00e1rias formas de se opor ao poder sobre as vidas que s\u00e3o experimentadas pelos personagens de O apocalipse dos trabalhadores (Valter Hugo M\u00e3e) e Aprender a rezar na era da t\u00e9cnica (Gon\u00e7alo M. Tavares). As duas narrativas selecionadas para efetua\u00e7\u00e3o da nossa investiga\u00e7\u00e3o se inserem dentro do conceito criado por Michel Foucault (biopoder) e que foi reaberto e ampliado para pensar o contempor\u00e2neo por Giorgio Agamben (2004), Roberto Esposito (2010) e Peter P\u00e1l Pelbart (2003), a saber, nossos principais te\u00f3ricos. Desta forma, visamos compreender a literatura portuguesa produzida hoje enquanto debatedora das quest\u00f5es biopol\u00edticas e mais, enquanto configuradora de territ\u00f3rios de resist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Literatura portuguesa contempor\u00e2nea; Resist\u00eancia; Biopol\u00edtica; O apocalipse dos trabalhadores; Aprender a rezar na era da t\u00e9cnica.<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"height: 156px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 156px\">\n<td style=\"height: 156px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Beatriz Pazini Ferreira<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0A LITERATURA POPULAR: VEIA MEMORIAL\u00cdSTICA, TRADI\u00c7\u00c3O VIVA E RESIST\u00caNCIA<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0 Antonio Welden da Silva Vieira e Naiara Sandi da Silva Gomes Saraiva<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A literatura popular proclama a necessidade da participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica do homem nas atividades que exerce, de forma a (re)conhecer os caminhos da liberdade e da integra\u00e7\u00e3o na vida social trilhando literatura e pol\u00edtica por meio das manifesta\u00e7\u00f5es populares. O nordeste foi o grande palco cultural de interesse nacional em que se buscou manter as ra\u00edzes do popular: literatura de cordel, espet\u00e1culos de rua, teatro popular, poesia oral, entre outros, por isso a necessidade de explorar a literatura popular brasileira, em especial a regi\u00e3o nordestina, as influ\u00eancias, as interfer\u00eancias e os di\u00e1logos que serviram para a constru\u00e7\u00e3o da identidade cultural. Para essa pesquisa, aproveitaremos, ao longo das discuss\u00f5es do trabalho, autores como Ariano Suassuna, Gilberto Freyre, Joel Pontes, Hermilo Borba Filho e Valdemar de Oliveira que apresentam referencial te\u00f3rico e cient\u00edfico sobre os importantes movimentos culturais populares ocorridos no nordeste e que conduzir\u00e3o nossas discuss\u00f5es. Eles tamb\u00e9m enfatizam a presen\u00e7a das produ\u00e7\u00f5es dos criadores do teatro popular como o Mamulengo e o Bumba meu boi, por exemplo. Destacamos Cheiroso, Janu\u00e1rio de Oliveira, Jos\u00e9 Petronilo e Dutra Manuel Amendoim, entre outros, estes talvez esquecidos e\/ou desconhecidos nos bancos acad\u00eamicos. Na literatura de cordel, importante g\u00eanero da tradi\u00e7\u00e3o viva da poesia popular, destacamos os poetas Arievaldo Viana, Jo\u00e3o Martins de Athayde e Leandro Gomes de Barros, al\u00e9m de outros cordelistas amadores que ser\u00e3o explorados ao longo dessa pesquisa. No que se refere ao material te\u00f3rico e cient\u00edfico, Luiz de C\u00e2mara Cascudo possui uma vasta bibliografia indispens\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o deste estudo, visto que aborda toda a tradi\u00e7\u00e3o oral e popular do folclore brasileiro, assim como Jo\u00e3o Ribeiro (1969) e Silvio Romero (1954). Tamb\u00e9m aproveitaremos as li\u00e7\u00f5es de Amadeu Amaral (1948), Marcos Ayala e Maria Ignez Novais Ayala (1987) e Renato Ortiz (1985) que destacam a cultura popular na constru\u00e7\u00e3o da identidade nacional. Para o estudo da (re)significa\u00e7\u00e3o e da representa\u00e7\u00e3o da identidade cultural e as subjetividades sociais, s\u00e3o indispens\u00e1veis autores como Homi Bhabha, (1998) e Roger Chartier (1990).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Literatura popular; mem\u00f3ria e tradi\u00e7\u00e3o; identidade cultural.<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"height: 156px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 156px\">\n<td style=\"height: 156px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Claudia Maria Fel\u00edcio Ferreira Tom\u00e9<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0TORNAR-SE PROFESSOR NA ITINER\u00c2NCIA: PROJETOS FORMATIVOS E ATRIBUI\u00c7\u00c3O DE SENTIDOS \u00c0 FORMA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0Ant\u00f4nio Alves de Oliveira Neto e Luciana Carla da Silva<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este projeto amplia estudos de projetos anteriores no que toca a forma como projetos de forma\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da forma\u00e7\u00e3o do licenciando em letras L\u00edngua Portuguesa e respectivas licenciaturas v\u00eam sendo produzidos como textos curriculares, focando mais especificamente projetos relacionados ao ensino e a inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 doc\u00eancia. Este, ora apresentado, toma como foco dois projetos de extens\u00e3o no \u00e2mbito do Departamento de Letras L\u00edngua Portuguesa e respectivas Literaturas. Assenta-se na concep\u00e7\u00e3o de curr\u00edculo como enuncia\u00e7\u00e3o cultural (MACEDO, 2006) e numa teoria curricular itinerante (PARASKEVA, 2018) que, em di\u00e1logo com autores p\u00f3s-coloniais como Bhabha (2013) e Hall (2013) , considera que a cultura passa a ser recolocada no bojo de uma teoria curricular com \u00eanfase no discursivo. Nesse sentido, os projetos de extens\u00e3o s\u00e3o concebidos tamb\u00e9m como texto curricular itinerante, o que lan\u00e7a para l\u00f3gica de uma produ\u00e7\u00e3o por enuncia\u00e7\u00e3o da cultura, produ\u00e7\u00e3o de sentidos e como representa\u00e7\u00e3o, diferentemente do que ocorre em estudos em que a cultura \u00e9 entendida como objeto de ensino. O objetivo \u00e9 entender o processo pelo qual os textos curriculares t\u00eam produzido sentidos, por interm\u00e9dio de projetos de extens\u00e3o. A hip\u00f3tese, que se alicer\u00e7a em estudos anteriores, \u00e9 de que curr\u00edculo tem sido visto em cadeias que aprisionam a um sentido universal, o que nega a pr\u00f3pria din\u00e2mica de espa\u00e7os-tempos de enuncia\u00e7\u00e3o. Este espa\u00e7o tempo \u00e9 cultural e podendo ser itinerante, o que escapa a uma matriz curricular engessada. Da\u00ed porque esta pesquisa valoriza espa\u00e7os-tempos de enuncia\u00e7\u00e3o em propostas em efetiva\u00e7\u00e3o de projetos de extens\u00e3o como produ\u00e7\u00e3o curricular que constitui o licenciando de Letras L\u00edngua Portuguesa e respectivas Literaturas do Campus Avan\u00e7ado de Patu-UERN.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Curr\u00edculo, extens\u00e3o, espa\u00e7o-tempo, itinerante licenciando<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"height: 156px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 180px\">\n<td style=\"height: 180px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Francisca Lailsa Ribeiro Pinto<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0UM ESPA\u00c7O CONTESTADO: AS VOZES S\u00c3O OUTRAS NA LITERATURA CONTEMPOR\u00c2NEA<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0Eliane Maria Da Silva, Jos\u00e9 Nilton Pereira de Moura J\u00fanior, Sebastiana Braga Ferreira<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O presente projeto enfoca o espa\u00e7o enquanto categoria fundamental para compreens\u00e3o sobre si e sobre o mundo, de se perceber vis\u00edvel nele. N\u00e3o \u00e9 diferente ao pensar na configura\u00e7\u00e3o do campo liter\u00e1rio contempor\u00e2neo e as novas vozes que problematizam a quest\u00e3o do espa\u00e7o e do g\u00eanero. Dessa forma, acaba-se por realizar an\u00e1lises e estudos liter\u00e1rios, de forma a perceber as disputas e apaziguamentos de sujeitos, como \u00e9 o caso das mulheres, como um grupo de car\u00e1ter heterog\u00eaneo e por vezes complexo. Buscaremos ent\u00e3o, analisar os romances da liter\u00e1ria contempor\u00e2nea que apresentam o espa\u00e7o contestado, de vozes \u201cn\u00e3o autorizadas\u201d ao fazer Literatura, nos quais podemos por meio do aparente sil\u00eancio e anonimato de algumas personagens femininas, assinalar a experi\u00eancia liter\u00e1ria demarcada por tens\u00f5es que legitimam novos espa\u00e7os sociais, tendo como eixo os romances Rakushisha, de Adriana Lisboa, Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adiche e Di\u00e1rio de Bitita, de Carolina Maria de Jesus, e como embasamento te\u00f3rico sobre o espa\u00e7o contestado os estudos te\u00f3rico-cr\u00edticos de Regina Dalcastagn\u00e8 (2012), a partir das discuss\u00f5es de g\u00eanero de Woolf (2014), Perrot (2016) e das considera\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de Massey (2008), Safatle (2016) sobre a ideia de espa\u00e7os de afetos. \u00c9 nessa perspectiva, que o projeto, junto ao Departamento de Letras, prop\u00f5e articular as discuss\u00f5es cr\u00edticas do espa\u00e7o contestado, dos estudos de g\u00eanero e dos textos ficcionais produzidos pelas autoras contempor\u00e2neas como mais um passo para democratiza\u00e7\u00e3o de nossa vida literatura, e de nossa vida cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Palavras-chave: Espa\u00e7o contestado. Literatura Contempor\u00e2nea. Novas vozes. Mulheres.<\/p>\n<\/td>\n<td style=\"height: 180px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 214px\">\n<td style=\"height: 214px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Aline Almeida Inhoti e Ant\u00f4nia Sueli da Silva Gomes Tem\u00f3teo<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0PROFESSORES E(M) FORMA\u00c7\u00c3O: PR\u00c1TICAS DE LETRAMENTO ACAD\u00caMICO EM UM CURSO DE LETRAS<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0Thauan de Paiva Costa, Ana Cristina Alves da Silva, Ros\u00e2ngela Felix de Oliveira, Ewerton Felipe Melo Lopes e Roberta Bezerra Marinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este projeto filia-se ao campo da Lingu\u00edstica Aplicada, objetivando integrar acad\u00eamicos do primeiro ano do curso de Letras e \u00e1reas afins com as pr\u00e1ticas de leitura, interpreta\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de diversos g\u00eaneros discursivos que circulam no contexto universit\u00e1rio e, tamb\u00e9m, com as habilidades e capacidades necess\u00e1rias para o desenvolvimento dessas pr\u00e1ticas. O dom\u00ednio social \u00e9 a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, especificamente o Campus Avan\u00e7ado de Patu. A problem\u00e1tica baseia-se na reprodu\u00e7\u00e3o de que alunos da gradua\u00e7\u00e3o possuem dificuldades quando necessitam desenvolver atividades que envolvam a escrita acad\u00eamica, dificuldades estas que imp\u00f5em obst\u00e1culos \u00e0 forma\u00e7\u00e3o docente. Trata-se de um projeto amparado te\u00f3rica-metodologicamente na Etnografia da Linguagem (BARTON, 1994, ERICKSON, 1990; FIAD, 2013, 2015), Novos Estudos do Letramento (GEE, 1996, 2001, 2004; STREET, 1995, 2003, 2010; BARTON; HAMILTON, 1998; LILLIS, 2001, 2003; LEA &amp; STREET, 1998; ZAVALA, 2010, 2011), estudos decoloniais (QUIJANO, 2014), WALSH (2017), (MIGNOLO, 2010) e estudos bakhtinianos (BAKHTIN, 2010; BAKHTIN, M.\/VOLOCH\u00cdINOV, 2009). Diante do objetivo da pesquisa, o trabalho prop\u00f5e um olhar \u00eamico dos fatos e pressup\u00f5e que pr\u00e1ticas letradas organizadas em sala de aula podem contribuir para o letramento acad\u00eamico de alunos e para a constitui\u00e7\u00e3o da identidade acad\u00eamica.<\/p>\n<p>PALAVRAS CHAVES: Letramento acad\u00eamico. Pr\u00e1ticas letradas. Escrita acad\u00eamica. Apoio estudantil.<\/p>\n<hr \/>\n<\/td>\n<td style=\"height: 214px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 48px\">\n<td style=\"height: 48px\">\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2018\/2019<\/strong><\/h4>\n<\/td>\n<td style=\"height: 48px\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 230px\">\n<td style=\"height: 230px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Claudia Maria Fel\u00edcio Ferreira Tom\u00e9<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0A INVEN\u00c7\u00c3O PROFESSOR: DAS EXPERI\u00caNCIAS CURRICULARES NO ESPA\u00c7O-TEMPO DE PROGRAMAS E PROJETOS FORMATIVOS<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0Maria Clara Fernandes de Andrade, S\u00edria Dantas de Moura e Fel\u00edcia Pinheiro Gomes<\/p>\n<p><strong>Financiador(es):<\/strong>\u00a0Universidade do Estado do Rio Grande do Norte &#8211; Bolsa.<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este projeto tem por objeto de an\u00e1lise a tem\u00e1tica dos estudos sobre a forma\u00e7\u00e3o do licenciando, a qual faz duplo com o curr\u00edculo. Com destaque para programas de monitoria e de inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 doc\u00eancia, assim como projeto de ensino desenvolvidos pelos alunos do Departamento de Letras do Campus Avan\u00e7ado de Patu, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte &#8211; CAP\/UERN; a proposta \u00e9 uma investiga\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia no ensino relacionada a programas e projetos formativos como espa\u00e7os-tempo curriculares em que o licenciando vai se constituindo como professor. Investigar essas produ\u00e7\u00f5es em m\u00faltiplos contextos passa pela l\u00f3gica de que os programas e projetos comp\u00f5em linhas de uma maquinaria pela qual o curr\u00edculo tem inscrito o professor a partir das rela\u00e7\u00f5es, quer seja com o ensino superior e\/ou com a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Nesse sentido, o objetivo da pesquisa consiste em traduzir rela\u00e7\u00f5es que materializam pr\u00e1ticas, subjetivam e produzem o professor. A partida \u00e9 interrogar as formas e processos que estas rela\u00e7\u00f5es v\u00eam sendo produzidos dentro e fora de uma matriz curricular aferrolhada \u00e0 disciplinariza\u00e7\u00e3o, o que vem sendo feita pelas teoriza\u00e7\u00f5es p\u00f3s-cr\u00edticas. Estas t\u00eam dado centralidade a linguagem como um sistema de significa\u00e7\u00e3o e, portanto, ampliado as possibilidades de investiga\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito de pr\u00e1ticas discursivas. Al\u00e9m disso, tais teorias, a exemplo do p\u00f3s-estruturalismo e p\u00f3s-colonialismo t\u00eam permitido a defesa da indissociabilidade forma\u00e7\u00e3o e curr\u00edculo por significar forma\u00e7\u00e3o no devir-espa\u00e7o do tempo e no devir-tempo do espa\u00e7o (DERRIDA, 1991) em que ser \u00e9 sempre sendo. Dito isto, este projeto considera a linguagem como \u201clastro\u201d de significa\u00e7\u00f5es, que escapam ao curr\u00edculo prescritivo, pelo deslizamento-deslocamento das experi\u00eancias de matriz curricular para programas e projetos de pr\u00e1ticas formativos complementares.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Curr\u00edculo. Linguagem. Forma\u00e7\u00e3o. Experi\u00eancias. Sujeito.<\/p>\n<hr \/>\n<\/td>\n<td style=\"height: 230px\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 42px\">\n<td style=\"height: 42px\">\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2017\/2018<\/strong><\/h4>\n<\/td>\n<td style=\"height: 42px\"><strong>\u00a0<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 230px\">\n<td style=\"height: 230px\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Claudia Maria Fel\u00edcio Ferreira Tom\u00e9<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0PRODU\u00c7\u00c3O CURRICULAR EM PR\u00c1TICAS DE LETRAMENTO DIGITAL: SIGNIFICA\u00c7\u00d5ES NA INICIA\u00c7\u00c3O \u00c0 DOC\u00caNCIA<\/p>\n<p><strong>Discentes:<\/strong>\u00a0Maria Lara Alves Rocha, Noemia de Sousa Silva Neta e Wellerson Batista de Lima<\/p>\n<p><strong>Financiador(es):<\/strong> Universidade do Estado do Rio Grande do Norte &#8211; Bolsa.<\/td>\n<td style=\"height: 230px\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Elaborado pelo NDE\/DLV\/UERN.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Projetos de pesquisa institucionalizados pela UERN<\/h3>\n<table class=\"table table-striped mceItemTable\" style=\"width: 72.4776%;height: 554px\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr style=\"height: 52px\">\n<td style=\"height: 52px;width: 99.6933%;text-align: center\"><strong>PROJETOS DE PESQUISA INSTITUCIONALIZADOS PELA UERN<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 54px\">\n<td style=\"height: 54px;width: 99.6933%;text-align: center\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o 2020\/2021<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 196px\">\n<td style=\"height: 196px;width: 99.6933%\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Annie Tarsis Morais Figueiredo<\/p>\n<p><strong>Professora colaboradora<\/strong>: Francisca Zuleide Duarte de Souza<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0\u201cO SONHO \u00c9 O OLHO DA VIDA\u201d: ENCANTAMENTO &amp; POL\u00cdTICA DE VIDA NA PROSA CONTEMPOR\u00c2NEA AFRICANA<\/p>\n<p><strong>Discentes:\u00a0<\/strong>Ingrid Miranda de Morais Medeiros e Th\u00e1ssio de Paiva Costa<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"height: 252px\">\n<td style=\"height: 252px;width: 99.6933%\"><strong>Professora coordenadora:<\/strong>\u00a0Francisca Lailsa Ribeiro Pinto<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo do Projeto:<\/strong>\u00a0CALEIDOSC\u00d3PIO TE\u00d3RICO DO PENSAMENTO FEMINISTA NA LITERATURA DE AUTORIA FEMININA<\/p>\n<p><strong>Discente:\u00a0<\/strong>Eliane Maria da Silva, Erica Nunes dos Santos, Everlandia de Azevedo Silva, Jos\u00e9 Nilton Pereira de Moura J\u00fanior, Maria Helo\u00edsa Alves Lins, Micharlane de Oliveira Dutra (egresso), Michelle Jard\u00eania Ara\u00fajo Rodrigues (egresso), Sebastiana Braga Ferreira (egresso), Severino Lopes dos Reis Filho, W\u00eania Batista de Lima.<\/p>\n<p><strong>RESUMO DO PROJETO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este projeto intenciona aprofundar a an\u00e1lise e a compreens\u00e3o dos textos liter\u00e1rios com personagens femininas, a partir dos estudos da compreens\u00e3o do panorama hist\u00f3rico do pensamento feminista, observando o recorte desse movimento com base nas nuan\u00e7as da literatura, restringindo as leituras nas categorias de direitos ao corpo, ao planejamento familiar, a vida p\u00fablica das mulheres, sem preju\u00edzo para o projeto, diante da infinidades de interpreta\u00e7\u00f5es que \u00e9 o texto liter\u00e1rio. O projeto prop\u00f5e a leitura dos romances contempor\u00e2neos Meus queridos estranhos de L\u00edvia Garcia-Roza (2005) e Por que sou gorda, mam\u00e3e? de C\u00edntia Moscovich (2006), e dos textos te\u00f3ricos e cr\u00edticos sobre a hist\u00f3ria das mulheres, visando tamb\u00e9m promover uma amplia\u00e7\u00e3o no repert\u00f3rio de leitura dos discentes-pesquisadores; incluindo tamb\u00e9m textos fundamentais para an\u00e1lise cr\u00edtica das narrativas, que fornecem a base para a interpreta\u00e7\u00e3o das personagens protagonistas, em rela\u00e7\u00e3o aos deslocamentos pol\u00edticos e desconfortos de cada \u00e9poca at\u00e9 a contemporaneidade, ou seja, dos problemas levantados por cada voz feminista no seu devido tempo hist\u00f3rico. Intenta-se ainda que o estudo investigativo com os textos liter\u00e1rios possam contribuir com a forma\u00e7\u00e3o leitora dos futuros docentes para incremento nos estudos liter\u00e1rios em sala de aula. A fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica e cr\u00edtica tem como di\u00e1logo os textos de WOOLF (2014), BEAUVOIR (2016), BUTLER (2017), DAVIS (2016). Pois, se falamos de desigualdades no contempor\u00e2neo, tamb\u00e9m devemos acreditar na possibilidade de mudan\u00e7as a partir da recontagem da hist\u00f3ria das mulheres cap\u00edtulo a cap\u00edtulo.<\/p>\n<p>Palavras-chave: Literatura de Autoria Feminina. Panorama do Pensamento Feminista. Quest\u00f5es de G\u00eanero. Forma\u00e7\u00e3o de leitores.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Elaborado pelo NDE\/DLV\/UERN.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projetos de pesquisa\u00a0PIBICs PROJETOS DE PESQUISA \u2013 PIBICs Edi\u00e7\u00e3o 2024\/2025 \u00a0 \u00a0 Professora coordenadora: Luciana Fernandes Nery T\u00edtulo do Projeto: EXTORS\u00c3O CIBERN\u00c9TICA E ESTUPRO VIRTUAL EM PLATAFORMAS DIGITAIS: UMA AN\u00c1LISE \u00c0 LUZ DOS ESTUDOS DISCURSIVOS FOUCAULTIANOS Discente: Ana Vitoria Teixeira Jales RESUMO DO PROJETO A presente pesquisa tem como objetivo investigar os discursos das sobreviventes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":0,"parent":625,"menu_order":1,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-627","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/627","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=627"}],"version-history":[{"count":31,"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/627\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1752,"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/627\/revisions\/1752"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portal.uern.br\/patu\/dlv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}