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	<title>Tartaruga &#8211; UERN &#8211; Universidade do Estado do Rio Grande do Norte</title>
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	<title>Tartaruga &#8211; UERN &#8211; Universidade do Estado do Rio Grande do Norte</title>
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		<title>Tartaruga descontaminada é levada de volta ao mar pelo Projeto Cetáceos da Costa Branca</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 21:03:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se não lhe deram um nome, não foi por falta de cuidado ou atenção. Ao contrário, é por tentar evitar um sentimento mais forte de apego aos animais que são tratados e em seguida devolvidos para o meio ambiente que os membros do Projeto Cetáceos da Costa Branca (PCCB), da UERN, usualmente não nomeiam os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se não lhe deram um nome, não foi por falta de cuidado ou atenção. Ao contrário, é por tentar evitar um sentimento mais forte de apego aos animais que são tratados e em seguida devolvidos para o meio ambiente que os membros do Projeto Cetáceos da Costa Branca (PCCB), da UERN, usualmente não nomeiam os mamíferos, aves e répteis que são resgatados na costa do Rio Grande do Norte e do Ceará.</p>
<p>Mas essa estratégia não impediu a afeição demonstrada pela equipe do projeto pela pequena tartaruga-oliva, durante sua soltura no mar, na manhã desta sexta-feira (29), após dois meses de tratamento.</p>
<p>Em 26 de setembro deste ano, a tartaruga foi resgatada na Praia da Redinha, em Natal, ao ser encontrada com o corpo completamente contaminado pelo óleo que atinge as praias do Nordeste desde o final de agosto.</p>
<p>Ao longo dos 65 dias seguintes, o réptil e os cerca de 30 profissionais que atuaram no tratamento travaram uma batalha árdua. Inicialmente, o animal foi levado à Base de Estabilização do projeto em Natal, onde passou por uma série de exames e procedimentos que buscavam manter suas funções vitais.</p>
<p>Estressada e com dificuldades para respirar, a tartaruga-oliva &#8211; uma das menores espécies de tartarugas marinhas &#8211; apresentava quantidade elevada de óleo nas cavidades nasais e oral e nos olhos.</p>
<p>Após os procedimentos iniciais de limpeza e tratamento, foi transferida no dia 26 de setembro para o Centro de Descontaminação de Fauna Oleada, em Mossoró, onde recebeu suplementação vitamínica, antibióticos e sessões de terapia, além de novo processo de lavagem a fim de eliminar resíduos do óleo.</p>
<p>Apresentando melhoras gradativas e sendo descontaminada do óleo, a tartaruga foi transferida, no dia 11 de outubro, para o Centro de Reabilitação do projeto, no município de Areia Branca, onde permaneceu até esta sexta.</p>
<p>Poucas horas antes de sua soltura, ainda no início da manhã, parecia inquieta no tanque onde estava sendo tratada, como se já adivinhasse o que aconteceria a seguir.</p>
<p>Segundo o coordenador do Centro de Reabilitação, o médico veterinário Augusto Bôaviagem, embora não se possa precisar com exatidão a idade da tartaruga, o animal é jovem e ainda não atingiu a maturidade sexual, podendo ter menos de uma década de vida.</p>
<p><strong>A emoção do retorno</strong></p>
<p>Por volta das 10h, ela foi levada de carro pelos membros do projeto até o cais da cidade de Upanema, onde, junto com uma tartaruga-verde que havia sido resgatada pelo projeto apresentando problemas respiratórios &#8211; não decorrentes de contaminação por óleo &#8211; foi levada de barco até uma distância de aproximadamente 15 quilômetros da praia.</p>
<p>Conforme explica o coordenador do Centro, a decisão de soltar o animal a uma distância considerável da praia segue uma orientação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para reduzir os riscos de nova contaminação, uma vez que o óleo está sendo encontrado já bastante próximo das praias.</p>
<p>Durante a viagem de barco, a pequena tartaruga não continha a ansiedade e a vontade de voltar para o mar após os dois meses de ausência, sendo contida ao longo de todo trajeto pelos membros do PCCB/UERN, que, por sua vez, não escondiam a alegria.</p>
<p>&#8220;Pra gente esse momento é um prazer imenso. A gente sabe do cuidado que teve e do quanto isso é importante&#8221;, destacou Paulo Henrique Pereira Martins, que atua no projeto como monitor de comunidade.</p>
<p>Para Paulo Henrique, esse tipo de iniciativa é importante não apenas para o restabelecimento da saúde dos animais resgatados, mas para que outras pessoas possam tomar essas ações como exemplo e atuarem também na preservação ambiental.</p>
<p>Junto com a ansiedade para voltar ao mar, a tartaruga levava também, em cada nadadeira, uma anilha &#8211; pequeno instrumento metálico utilizado para identificação &#8211; que, em caso de novo encalhe na praia, servirá para que todo seu histórico no projeto seja acessado.</p>
<p>Ao ser enfim solta no mar, após cerca de 40 minutos de viagem de barco, a tartaruga-oliva continuou visível por alguns segundos, até mergulhar de vez diante dos olhares, sorrisos e aplausos dos membros do projeto.</p>
<p>Se ao longo de dois meses recebeu cuidados, medicamentos e constante atenção, a pequena tartaruga sem nome, ao voltar para o mar vitoriosa da batalha contra o óleo que lhe manchava o corpo, a saúde e alegria, retribuiu todos os favores com uma lição: é através da união e da solidariedade que nos tornamos capazes de superar obstáculos e deixá-los para trás &#8211; seja de casco e barbatana, seja de corpo e alma lavados.</p>
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