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	<title>Petróleo &#8211; UERN &#8211; Universidade do Estado do Rio Grande do Norte</title>
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		<title>Uern conquista 11ª patente, com pesquisa sobre tratamento da água durante extração de petróleo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Moura]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 18:13:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto: Adriana Morais A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) conquistou mais uma patente de invenção pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável por gerir o sistema brasileiro de concessão de patentes. Esta é a 11ª patente da instituição. A inovação trata-se do “Método de amaciamento na dureza da água [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Texto: Adriana Morais</em></p>
<p>A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) conquistou mais uma patente de invenção pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável por gerir o sistema brasileiro de concessão de patentes. Esta é a 11ª patente da instituição.</p>
<p>A inovação trata-se do “Método de amaciamento na dureza da água produzida de petróleo em único estágio empregando carbonatos”. A pesquisa foi feita pelos pesquisadores Vinícius Patrício Caldeira, Ana Laura Fernandes, Weslen Ismael de Miranda e Anne Gabriella Dias, do Departamento de Química.</p>
<p>No setor petrolífero, a chamada água dura é caracterizada por altos teores de minerais como cálcio e magnésio e causa incrustações em equipamentos e tubulações, reduzindo a eficiência e a vida útil dos equipamentos. Ela também acelera a corrosão, aumenta os custos de manutenção, e pode comprometer a integridade e a segurança das operações.</p>
<p>Para mitigar estes problemas, é essencial tratar a água antes da injeção em poços. Em termos científicos, é necessário desenvolver processos para o amaciamento da dureza da água.</p>
<p>Os pesquisadores desenvolveram um método de amaciamento na dureza da água produzida de petróleo em único estágio empregando carbonato de sódio ou potássio.</p>
<p>O método simplifica o número de operações unitárias envolvidas no tratamento da água produzida de petróleo para fornecer uma água suficientemente tratada para reutilização, seja como água de retorno ou outra finalidade. O processo traz inovação na geração de um sólido residual formado de composição química conhecida, e benefício econômico em sua valoração como insumo para indústria química.</p>
<p>Em outras palavras, o método proporciona uma solução simples, econômica e inovadora para o tratamento de água produzida de petróleo com benefícios nas áreas ambiental e industrial.</p>
<p>Conforme o professor Vinícius Caldeira, normalmente o amaciamento de águas duras por meio da precipitação química ocorre em duas ou mais etapas acompanhadas pela combinação de dois ou mais agentes químicos e/ou equipamentos industriais para melhoria do processo. Contudo, essa estratégia apresenta desvantagens econômicas e ambientais devido ao uso dispendioso de reagentes químicos e equipamentos, levando a formação de grandes quantidades de sólido residual heterogêneo sem destinação apropriada.</p>
<p>“O processo foi capaz de superar esse obstáculo utilizando exclusivamente a solução de carbonato (sódio ou potássio), sendo possível obter em uma única etapa, um efluente suficientemente tratado e um sólido residual com características bem definidas, podendo ser utilizado como insumo para outros processos industriais”, informa o pesquisador.</p>
<p>Vinícius Caldeira destaca que a patente tem um impacto bastante significativo. “A utilização de carbonato como único agente químico facilita a implementação em larga escala sem causar grandes impactos ambientais, pois, o processo gera menos produtos nocivos quando comparado aos métodos convencionais. Logo, a invenção oferece uma solução prática, econômica e ambientalmente vantajosa para o tratamento de águas contaminadas da indústria do petróleo”, frisa o pesquisador.</p>
<p>A partir das vantagens deste método garante-se uma água tratada de qualidade e adequada para os diversos processos industriais subsequentes.</p>
<p>O projeto possui financiamento de bolsas de estudo pelo Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação – MAI/DAI (CNPq N 12/2020), e recursos de custeio em colaboração científica e tecnológica com a empresa PetroReconcavo.</p>
<p>Para Vinícius Caldeira, obter uma carta-patente de invenção para o desenvolvimento de um processo tecnológico vinculado a uma problemática de uma empresa revela o grande potencial da Uern para formalizar colaborações que promovam o desenvolvimento científico e tecnológico da região, com forte caráter inovador.</p>
<p>“A patente concedida é o reflexo da marcante competência dos pesquisadores da Uern, aliada à significativa capacidade de formação de recursos humanos de alta qualidade. Destaca-se também que o processo tecnológico inovador concebido surgiu a partir de uma colaboração ICT-Empresa, com incentivo do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação do Cnpq (MAI/DAI UERN)”, frisa o pesquisador.</p>
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