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	<title>Congresso Nacional Uern #uerncontraocoronavirus &#8211; UERN &#8211; Universidade do Estado do Rio Grande do Norte</title>
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	<title>Congresso Nacional Uern #uerncontraocoronavirus &#8211; UERN &#8211; Universidade do Estado do Rio Grande do Norte</title>
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		<title>Reflexões sobre os desafios e responsabilidades das universidades públicas marcam abertura do I Congresso Nacional Uern</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2020 13:47:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência de abertura]]></category>
		<category><![CDATA[Congresso Nacional Uern #uerncontraocoronavirus]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;A tinta pinta o asfalto/Enfeita a alma motorista/É a cor na cor da cidade/Batom no lábio nortista/O olhar vê tons tão sudestes/E o beijo que vós me nordestes/Arranha céu da boca paulista&#8221; Foi com a poesia da música &#8220;Béradêro&#8221;, do paraibano Chico César, que a professora Roberta Traspadini, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;A tinta pinta o asfalto/Enfeita a alma motorista/É a cor na cor da cidade/Batom no lábio nortista/O olhar vê tons tão sudestes/E o beijo que vós me nordestes/Arranha céu da boca paulista&#8221;</em></p>
<p>Foi com a poesia da música &#8220;Béradêro&#8221;, do paraibano Chico César, que a professora Roberta Traspadini, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), introduziu a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=iaycHxRmoyA&amp;ab">conferência de abertura</a> do I Congresso Nacional Uern: Saberes em desafio, na noite desta segunda-feira (21).</p>
<p>Faixa inicial de &#8220;Aos vivos&#8221;, álbum de estreia do cantor, &#8220;Béradêro&#8221; apresenta uma superposição de cenas alegóricas que remetem a temas como pluralidade, desigualdade e marginalização &#8211; tópicos que também se fizeram presentes na conferência, cujo tema, &#8220;A educação no século XXI: saberes em desafio&#8221;, norteou os diálogos neste primeiro dia do evento.</p>
<p>Realizado até o dia 25 de setembro, o congresso integra as ações de celebração dos 52 anos da UERN, <a href="http://uern.br/congresso">reunindo mais de 40 atividades</a> entre mesas-redondas, oficinas, minicursos, apresentações culturais, conferências e manifestações artísticas.</p>
<p>&#8220;Nada mais estratégico e emblemático do que pensarmos, neste momento, que estamos vivendo desafios que fizeram com que nosso &#8216;saber fazer&#8217; tivesse que ser reorientado, das atividades presenciais para a atividades remotas, nos levando a pensar além do que estávamos acostumados&#8221;,  destacou a vice-reitora da Uern, Fátima Raquel, durante a abertura do evento.</p>
<p>&#8220;Esse congresso faz com que pensemos, através da pesquisa, da extensão, da cultura, da arte, que há inúmeras possibilidades para viver esse dia a dia, e não nos deixarmos consumir pelos desafios que esse contexto nos apresentou. Nós que fazemos a Uern nos preocupamos mais do que nunca com a segurança de todos que fazem parte da nossa comunidade, mas também nos preocupamos em manter nossa universidade cada vez mais viva, respeitando e abraçando as nossas responsabilidades&#8221;, complementou a vice-reitora.</p>
<p>As diversas possibilidades e oportunidades advindas da cultura, da arte e da extensão universitária para comunidade acadêmica, citadas por Fátima Raquel, foram um dos pontos centrais da conferência da economista e professora Roberta Traspadini, mediada pelo professor Etevaldo Almeida, subchefe de gabinete da Reitoria da Uern.</p>
<p><strong>Cinco desafios<br />
</strong>Ao longo da apresentação, Roberta Traspadini apresentou cinco desafios principais que hoje se apresentam às instituições públicas de ensino superior. O primeiro deles, apontou, é a tendência de um esvaziamento da memória e da história, diante da aceleração das diferentes relações travadas na sociedade e da necessidade, para a maioria das pessoas, de  empregar cada vez mais tempo para garantir mínimo de recursos fundamentais para a sobrevivência.</p>
<p>&#8220;É impossível pensar a memória e história sem repensar o papel da extensão numa sociedade produtivista e o papel do ensino nessa equalização de controlar o tempo numa sociedade em que o tempo nos controla&#8221;, ilustrou a professora, acrescentando a importância da escuta ativa para a produção de saberes, dentro de uma lógica de desaceleração e valorização de novos sentidos para o saber científico.</p>
<p>O segundo desafio, pontuou, refere-se à práxis produtiva das universidades, considerando o mundo do trabalho, dentro e fora das instituições. &#8220;Quanto mais o mundo do trabalho se precarizar, mais a universidade precisa se refazer do movimento que até então tinha como seu contínuo. É preciso se perguntar, por exemplo, se as nossas universidades oferecem, para as pessoas que vivem o mundo do trabalho, mais cursos diurnos ou noturnos. Os nossos currículos levam em conta essas experiências e esses saberes? O tempo do trabalho é compatível com o tempo educativo?&#8221;, questionou a professora, ressaltando a relação direta entre a precarização do trabalho e a evasão no ensino.</p>
<p>Para Roberta Traspadini, o terceiro desafio das universidades públicas hoje é a relação com a arte, sobretudo através da extensão. Esse processo, frisou, deve atingir tanto a comunidade externa quanto a própria comunidade acadêmica, permitindo às manifestações artísticas se fazerem presentes na própria estrutura das universidades e em espaços de relações, como as salas de aula, eventos e reuniões, possibilitando um aproveitamento mais efetivo das possibilidades de produção acadêmica e de criação de sentidos.</p>
<p><strong>Conhecimento popular<br />
</strong>Já o quarto desafio se refere à relação entre a práxis intelectual e a práxis popular, devido à interpretação do conhecimento intelectual como superior, e não complementar, a outros tipos de saberes. &#8220;O trabalho intelectual, somado ao manual, origina sínteses potenciais incríveis, nem melhores, nem piores &#8211; diferentes. Teria a caneta tanta força se não fosse a enxada?&#8221;, sintetizou. A professora reforçou ainda a necessidade de socialização do conhecimento produzido e também das possibilidades de rompimento das estruturas institucionalizadas ligadas, por exemplo, à rigidez dos formatos exigidos em trabalhos de conclusão de curso.</p>
<p>Por fim, o quinto desafio apontado por Roberta está ligado ao acesso e às relações da comunidade em geral diante das universidades públicas. A professora citou o exemplo de pessoas que desempenham atividades gerais nas instituições, como serviços de limpeza e alimentação, que desconhecem o fato de que as universidades públicas são gratuitas.</p>
<p>&#8220;Quando essas coisas acontecem, é porque essa universidade estabeleceu um muro que não se abre como ponte para essas pessoas. E a universidade precisa repensar isso, se é muro ou se é ponte. E, se for ponte, qual é o acesso que ela tem permitido ou negado para cada grupo&#8221;, enfatizou a professora, que também enalteceu a trajetória da UERN e corroborou a necessidade da instituição refletir constantemente sobre sua atuação, suas relações e suas responsabilidades.</p>
<p><strong>O sentido real<br />
</strong>Se começou com poesia, a abertura do congresso não encerrou de forma diferente. Ao final da conferência, o professor Etevaldo Almeida ofereceu como &#8220;mimo&#8221; de agradecimento a Roberta Traspadini o poema &#8220;Sentido real&#8221;, de autoria do artista mossoroense José Gurgel, que dá nome à pinacoteca da Uern:</p>
<p><em>&#8220;Vim de longe, muito longe<br />
</em><em>Disposto a ficar</em><br />
<em>Trouxe no peito sofrido, mas não desesperado</em><br />
<em>A convicção e a certeza de conseguirmos<br />
Essa vida um dia melhorar</em><br />
<em>Se lá aprendi sofrendo<br />
A por tudo esperar</em><br />
<em>Aqui, aprendi a ter coragem</em><br />
<em>Sou cabra macho, valente, </em><br />
<em>Tenho sentido real para amar e para lutar</em><br />
<em>Morrer eu posso, se for necessário</em><br />
<em>Viver eu quero, se for para cantar</em><br />
<em>Louvando a educação<br />
</em><em>Aqui e em todo lugar&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>VEJA MAIS:<br />
A conferência de abertura pode ser assistida <a href="https://www.youtube.com/watch?v=iaycHxRmoyA&amp;ab">neste link</a>.<br />
A programação completa e demais informações sobre o congresso podem ser acessadas no <a href="http://uern.br/congresso">site do evento</a>.</p>
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