ORQUESTRA SINFÔNICA SE APRESENTA NO DIX-HUIT ROSADO

A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte se apresenta nesta terça-feira (28/4), no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, a partir das 20 horas. Este será o II Concerto Oficial da OSRN na temporada de apresentações no ano de 2009 que terá no repertório, músicas de Heitor Villa Lobos, W. Costa e Strauss. O evento é gratuito e não é necessário pegar ingresso antecipadamente, é só chegar ao teatro e se acomodar.
A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte foi criada pelo do Decreto nº 6874, de março de 1976, assinado pelo governador Tarcísio Maia através de iniciativa do então secretário de Educação e Cultura, professor João Faustino, passando a pertencer aos quadros administrativos desta secretaria.
O primeiro concerto só foi realizado em 11 de março de 1977 e o regente foi o maestro pernambucano Mário Câncio Justo dos Santos, que organizou e regeu a orquestra por 10 anos. A orquestra começou contando com um quadro de 23 músicos efetivos, dos quais, apenas cinco residiam na cidade, executando um repertório barroco e camerístico.
O primeiro concurso público para ingresso na Orquestra Sinfônica acontece em 1988, no governo de Geraldo Melo. Em 1989, ela é integrada à Fundação José Augusto, pelo Decreto nº 10.338, e ingressam nela jovens músicos norteriograndenses formados principalmente através do projeto UFRN-CSU da Cidade da Esperança, além de vários professores da UFRN que atuavam no projeto. O professor e maestro Osvaldo D’Amore passa a ser o novo regente, cargo no qual permaneceu durante 20 anos. A orquestra se amplia e passa contar com 60 músicos, a maioria residindo na cidade e com mais da metade do Rio grande do Norte.
A orquestra desde então realiza um profícuo trabalho com concertos oficiais no TAM, concertos populares e concertos educativos, na capital e interior do estado. Neste período grava três CDs, se apresentando também fora do estado.
Desde a sua fundação, a Orquestra Sinfônica contou com a colaboração de vários coordenadores administrativos. A primeira foi Zuleika Romano, que esteve no cargo durante todo o período do maestro Mário Câncio. Depois vieram Selma Sá, Diana Fontes, Olga Aranha, Deijair Borges, Candinha Bezerra, Gina Cavalcanti da Rocha, Fidja Siqueira, Paulo Henrique, Francisco José Alves (Marinho) e, atualmente, desde 2007, Maria das Dores Pires Marcolino (Dorinha Pires).
Também em 2007, o regente da Orquestra Sinfônica passa a ser o maestro André Muniz.  Atualmente, a Orquestra conta com 65 músicos que continuam seu trabalho educativo e de difusão da música de qualidade, tão importante para o desenvolvimento cultural do estado.

Programa do Concerto:                                                                                          

– O Morcego
A abertura de uma opera, também chamada de protofonia, traz em seu interior as principais melodias que ocorrerão durante as árias, duos e coros posteriores. No caso da abertura do Morcego não é diferente: Esta opereta de Strauss tem como enredo uma vingança arquitetada pelo Dr. Falke por ter sido ridicularizado ao acordar bêbado em praça publica vestido com uma fantasia de morcego. As melodias que mostram o clima dos bailes vienenses (valsa), o badalar do relógio às seis horas e da empregada Adele podem ser escutadas nessa alegre peça.

– O Trenzinho do Caipira
Certamente a segunda melodia mais conhecida e executada de Heitor Villa Lobos. O trenzinho é o ultimo movimento das Bachianas Brasileiras n.2 e tem como principal característica o imitar do movimento de um trem, desde o momento de sua partida até a parada final.

– Emeritu´s
Peça escrita em janeiro de 2007 especialmente para a Orquestra Sinfônica do RN. Baseada na lenda de Excalibur é um típico exemplo de música programática onde o primeiro movimento (Emeritu´s) descreve o herói da história, seu crescimento e o meio em que o mesmo vive. O segundo movimento (Remenber of a dream) traz o sonho de Emeritu´s de se tornar um guerreiro do Rei. No terceiro (Wind of a chance), temos o convite e a realização do seu sonho de infância, quando é convidado pelo rei para defender a espada e seu conflito com a aramada. No quarto movimento (Excalibur) temos a batalha em si e suas recordações da amada.

Edílson Damasceno
Agecom/UERN
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