AUDIÊNCIA EM NATAL DISCUTIU REIVINDICAÇÕES DOS GREVISTAS NA UERN

Hoje pela manhã uma comissão do comando da greve dos professores, servidores e alunos da UERN, liderada pelo professor Zacarias Marinho, presidente da Aduern, Aluí¬zio Veras, presidente do Sintauern, e Adriana Vieira, presidente do DCE, esteve em audiência, junto com o reitor Milton Marques de Medeiros, com os secretários de Planejamento, Wagner Araújo; Administração, Paulo César Medeiros, e Educação, Ana Cristina Medeiros, além do procurador geral do Estado, Francisco Sales, e do controlador geral, Jorge Galvão.

Os representantes das categorias que estão com suas atividades paralisadas há cerca de um mês foram negociar a pauta de reivindicações, que tem entre os principais pontos a reposição salarial de 18% para docentes e técnicos-administrativos, a construção de um restaurante universitário no campus central e o descontingenciamento de R$ 1,5 milhão do orçamento da UERN, além de investimentos em infra-estrutura dos campi e núcleos avançados. 

Quanto ao reajuste pedido pelos grevistas, os secretários foram unânimes em descartar, temporariamente, qualquer possibilidade de concessão de aumento salarial. Segundo eles, o Rio Grande do Norte já ultrapassou o limite prudencial do comprometimento de seu orçamento com a folha de pessoal, que é de 46,5%, estando impedido pela Lei de Responsabilidade Fiscal de fazer novas contratações e de conceder aumentos de salários.

”Não temos margem para conceder reajustes”, afirmou o secretário de administração, Paulo César Medeiros, lembrando que os professores e servidores da UERN tiveram, em cerca de três anos, aumento acumulado de quase 57%. Ratificando Paulo César, Wagner Araújo citou, entre outros valores, que em 2003, os gastos com pessoal na UERN somaram R$ 25 milhões, enquanto para 2007 a previsão é que cheguem a R$ 82 milhões. As cifras foram usadas para convencer os grevistas de que a governadora  fez investimentos significantes na Universidade em seus dois mandatos.

O reitor Milton Marques de Medeiros, que presidiu a reunião, se disse convencido da impossibilidade temporária do Governo conceder aumento e convidou os professores e técnicos-administrativos a tentar avançar em outros pontos da pauta de reivindicações.

Uma das possibilidades levantadas foi que as partes voltassem à mesa de negociação em outubro, para discutir o reajuste, depois do fechamento do relatório de despesas e receitas do segundo quadrimestre.

No entanto, o secretário de Planejamento, apoiado pela titular da Educação, Ana Cristina, sinalizou positivamente para a possibilidade de construção do Restaurante  no campus central e do descontingenciamento das verbas para investimentos na Universidade.

O secretário Vagner Araújo assumiu o compromisso de buscar o apoio da governadora Wilma de Faria para alocação de recursos para a construção do restaurante universitário e o descontingenciamento de R$ 1,5 milhão do orçamento da UERN para investimentos. Segundo Wagner, uma posição de sua conversa com a governadora deverá ser repassada para o reitor Milton Marques já na próxima segunda-feira, para que os grevistas voltem a se reunir em assembléia.