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Na manhã desta quarta-feira, 21, no Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FACS/Uern), aconteceu a cerimônia de assinatura do termo de adesão municipal ao Projeto Bem-te-vi e de convênio com a Maternidade Almeida Castro para assistência pediátrica na região.

O evento contou com a presença da governadora do Estado, Fátima Bezerra, do secretário de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN), Alexandre Motta, do vice-reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Chico Dantas, de prefeitos de diversos municípios potiguares que serão atendidos pelo programa, além de representantes da sociedade e da imprensa.

O Projeto Bem-te-vi prevê a implementação de boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento na 2ª Macrorregião de Saúde do Estado. A iniciativa é realizada pela Sesap, em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (Funcietern), e conta com o apoio da Uern.

Durante a programação, a coordenadora do projeto, Elenimar Costa, apresentou dados sobre a saúde materna e infantil na região, além de detalhar as diretrizes para o funcionamento do Bem-te-vi. “O intuito é chegarmos a zero mortes maternas e infantis na região. É um compromisso que firmamos com a vida”, afirmou.

Para o secretário da Sesap, Alexandre Motta, a redução da mortalidade materna e infantil deve ser uma prioridade. Ele ressaltou que nenhuma morte materna ou infantil é aceitável e defendeu a qualificação contínua das equipes de saúde nos municípios. “Precisamos qualificar cada vez mais essas equipes e oferecer para essas mulheres e crianças as melhores condições de assistência e saúde”, declarou.

A governadora Fátima Bezerra também ressaltou a relevância das assinaturas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) em toda a região, com ampliação dos cuidados destinados às mulheres e às crianças. Ela enfatizou ainda o caráter humanizador da iniciativa: “O Bem-te-vi humaniza a vida desses pacientes e nos torna também mais humanos”.

Já o vice-reitor da Uern, Chico Dantas, chamou a atenção para o alcance da iniciativa, que contemplará 63 municípios das regiões de Assú, Mossoró e Pau dos Ferros. A expectativa é que mais de 900 mil pessoas sejam beneficiadas. Segundo ele, o projeto “trará um impacto positivo muito importante”.

Representando o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems), o secretário de Saúde de Apodi, Ivanildo Lima, reforçou o papel dos municípios na execução das políticas públicas de saúde. “O SUS começa e acontece nos municípios. Vamos à luta para que cada vez mais consigamos avançar nessas ações de saúde nos municípios”, destacou.

Sobre o Projeto Bem-te-vi

O Projeto Bem-te-vi tem como objetivo ampliar e qualificar a rede de atenção materno-infantil, com foco na redução da mortalidade de mulheres e crianças. A iniciativa busca promover uma assistência cada vez mais humanizada e segura, que respeite as escolhas das pacientes e fortaleça o cuidado integral às mulheres e às crianças. Para isso, atua em três frentes: Atenção Primária à Saúde, assistência nas maternidades e gestão dos serviços.

Na Atenção Primária, o projeto busca fortalecer o acompanhamento pré-natal, aprimorar a identificação precoce de riscos e garantir o vínculo da gestante com a maternidade de referência. 

Já nas maternidades, a proposta é incentivar a adoção de práticas baseadas em evidências científicas, o cuidado respeitoso e a valorização da enfermagem obstétrica e do trabalho multiprofissional. 

No âmbito da gestão, as ações se concentram na organização dos fluxos de atendimento, na melhoria da comunicação entre os serviços e no monitoramento de indicadores que contribuam para a tomada de decisões.

Para viabilizar essas mudanças, o Bem-te-vi prevê a realização de formações, oficinas e acompanhamento das equipes por meio de tutoria, com a participação de profissionais do Hospital Sofia Feldman, referência na assistência materno-infantil.

Com essas estratégias, a expectativa é reduzir as mortes maternas, fetais e infantis evitáveis, diminuir a ocorrência de cesarianas sem indicação clínica e evitar que gestantes precisem percorrer diferentes serviços em busca de atendimento, contribuindo para uma assistência mais integrada, segura e resolutiva.

Fotos: Williams Vicente